sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

voltando de férias

a distância deixou o blog sem textos por um tempo mas foi um tempo curto. pequenas férias para acalmar um pouco a mente e encher um pouco o coração. foi um tempo curto, mas muito bom.
fiz uma viagem bem tranquila e que eu saboreei ao máximo. sabe quando tudo parece bom? quanso parece que ser feliz é muito mais simples do que pensamos? a brisa, o sol, a vista, o cheiro do mar, a areia nos pés, a cerveja gelada, o almocinho caseiro... ai ai.
já saí de são paulo querendo acordar num lugar diferente, um lugar onde eu nunca tinha ido. mudar um pouco de perspectiva (e percebi que isso é essencial).
já cheguei no farol de sta marta com a cabeça aberta. aberta para aproveitar esse tempo curto que passaria longe, pra receber os lugares novos por onde passei.
como é bom chegar num lugar onde nunca fui!! pra parar de pensar que a nossa vida está limitada a onde estamos. pra perceber que tem muita coisa ainda pra se ver... é só pegar o carro (ou outro meio de transporte de sua preferência) e beijo, tchau.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

É...

Nunca chorei tanto quanto chorei nesse ano.

Nunca ri tanto quanto quanto ri nesse ano.

Nunca me senti tão bem comigo mesma.

Cresci. Aprendi. Evolui. Superei.

Olhei todas as coisas de outro jeito.

Me adaptei. Fiz se adaptarem.

Não tomei uma porra de uma luz de sol. Tô mais branca que o leite.

Parei de tomar leite. Ou soda cáustica, sei lá.

Tentei ficar o mais próxima possível de todo mundo que eu gosto.

Parei de roer as unhas.

Engordei. Emagreci. Engordei. Emagreci.

Engordei.

Descobri que a minha mãe é culpada por várias coisas que eu odeio em mim.

Descobri que a minha mãe é culpada por várias coisas que eu mais acho foda em mim.

A minha mãe descobriu que eu descobri que ela é culpada.

Plantei uma árvore, escrevi um livro e não tive um filho.

Conheci gente.

Saí muito. Viajei pouco.

Corri atrás do coelho branco. E cá estou.


Que venha 2008.

carol.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Cada dia

A cada dia que passa, eu vou me encontrando um pouquinho mais.
Mas a cada dia que passa, eu vou mudando um pouquinho mais.
Aí difícil de me encontrar, de saber quem eu sou.
Ou de ser quem eu sou.
Porque o que sou é mutável. (graças a Deus, eu acho)
Aí, eu fico nessa.
Correndo atrás do que sou e fugindo de quem quer me achar.

Coisa de louco.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Depois, quando eu voltei naquela rua, as bolinhas do arbusto estavam vermelhas. E me lembrei que, quando eu era pequena, elas eram verdes. Pode ser porque o mundo tinha um colorido diferente quando eu não entendia, mas acho que eu passava ali em outra estação do ano.
Agora, o chão não é mais molhado, e dá pra ver o sol. Mas o cheiro continua o mesmo. Como é que muda tudo mas o cheiro continua o mesmo?
Continuei passando como se não estivesse emocionada, mas todo mundo percebeu. Eles conseguiam ver todas aquelas memórias pulando no topo da minha cabeça que nem luzinhas de Natal piscando.
E eu comecei a ficar vermelha, pior que as bolinhas. Foi quando elas perceberam que eu também havia mudado de cor desde a última estação.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Semana de Leitura

Essa semana foi muito mais de leitura do que de escrita ou de qualquer outra coisa. Quase não vi televisão, nem ouvi música direito. Trabalhei muito, dormi bem e tive pouco tempo livre, gasto principalmente com livros. Tive algumas idéias para escrever aqui no blog, e todas partiram de viagens que fiz através de textos e textos.

Estava na casa de uma amiga esperando ela se arrumar para sairmos e abri um livro da Clarice em uma página qualquer, sem muita pretensão, só para passar o tempo enquanto esperava. Li a primeira coisa que vi:

“A arte de discordar consiste, especialmente, em não agredir... Discordar sem 'agredir com palavras' ou com tonalidade de voz é um modo de, possivelmente, chegar a um acordo. Ou pelo menos é assim que se pode comunicar um pensamento, uma opinião, sem criar à toa um inimigo".
Clarice Lispector, do livro 'Correio Feminino'

É bom quando a gente se encontra num texto de outra pessoa, né?! Acho super importante aceitar e até atrair a discordância visando o crescimento.
Eu até já tinha escrito aqui no blog algo parecido...“seja gentil sempre que puder mas não deixe de discordar de mim".
E que fique bem claro que há maneiras e maneiras de dizer as coisas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Incompatibilidade - Oswaldo Montenegro

E bate louco, bate criminosamente, o coração mais do que a mente
Bate o pé mais do que o corpo poderia
E se você mentalizasse na folia, sabe lá se não seria a solução pra de manhã pensar melhor
E caso fosse, a incompatibilidade entre corpo e consciência iria desaparecer, você não vê
Como o corpo preparado pode ser iluminado, como a luz de uma fogueira que precisa se manter
E atingido pela plena consciência de que o corpo em decadência faz a tua consciência esmorecer
Pelos poros elimina-se o que o corpo não precisa pra pensar e abdicar esse prazer
Se você dançar a noite inteira não significa dar bobeira, de manhã, se alienar ou esquecer
É a busca do supremo equilíbrio, num processo inteligente
Sua mente clarear sem perceber
E a intelectualidade pode dançar sem receio
Descanso é pra alimentar e trabalhar sem anseio
Eu tô olhando pra ponta, mas não esqueço do meio
Quem acha o corpo uma ofensa, falo sem demagogia, pode dançar essa noite
E amanhã pensar: quem diria?
Qem não entendeu eu lamento, espero que entenda algum dia...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

compondo.

Se eu fizesse uma música, ela ia começar com a nota Fá. Porque, como já disseram mais de uma vez, ‘é fácil decorar’.

Mi tem que ter também, porque se não for eu, vai ser quem? Recomendo um cuidado especial com o Mi em todas as músicas. Mas tem que estar sempre junto de outra nota. Mi não gosta de ficar sozinho.

Daí ia logo ter um Sol. Pra iluminar tudo. Mas ó, escuta o Bial e usa protetor solar, tá?

Lá é sempre bom. Mas aqui é bem melhor.

Ré pode ter um pouquinho. Porque é bom dar uma ida pra trás de vez em quando. Refrescar a memória ajuda a manter a cabeça no lugar.

Dó, na minha música, não tem não.

É bom um Sí de vez em quando também. Pra ficar esperto e pensar nas outras coisas que podem acontecer. Mas se tiver muito dessa nota fica um pouco chato. Pensar demais também não leva a nada.


Escuta quem quer.


carol.