terça-feira, 31 de julho de 2007

ter dois lares

Ter dois lares é mais do que ter duas casas:
É ter duas rotinas, duas obrigações, duas comidas preferidas,
Duas personalidades, duas maneiras de falar.
É ter duas famílias, mesmo que você sozinho seja uma delas
É ter roupa duas vezes,
Dinheiro duas vezes,
Saudade duas vezes,
Diversão duas, três, quatro vezes.
É se achar muito e pouco, adulto e criança.
É viver viajando e ao mesmo tempo nunca sair de casa.
Ter dois lares é quase como ter duas vidas:
Uma inicia quando a outra termina,
E o ciclo recomeçando todos os finais de semana
Ou quase todos
Porque às vezes a gente mora mais em uma casa do que na outra.
Mas depois a gente compensa e fica morando mais na outra do que na uma.
É por isso que eu digo:
- E que me desculpem os que nunca saíram de casa -
Mas ter dois lares
É viver o dobro.



vanessap

Pane no Sistema

dê um reboot, mas só depois de ler o texto!

Neste fim de semana, faltei. E faltou o texto de Domingo aqui. Foi um final de semana atípico, sem computadores e quase nada de mídias e entretenimentos digitais (até porque um Wii é bem divertido em uma reunião com alguns familiares, principalmente se forem todos estabanados).


Vivi, praticamente, o mundo 0.0. E no lugar de Terras, Gmails, Kibelocos, entrou botão (http://www.futmesa.com.br - esporte caro, por sinal, e arriscado: fiquei com uma dor nas costas...), conversa furada e passeios que parecem inúteis mas formam o caratér.
A rotina foi quebrada, e vou dizer, foi bom.

Uma vez li em algum lugar (juro que não estou inventando) que o cérebro reage bem quando encontra estímulos diferentes. Pessoas que ouvem músicas de todos os gêneros (de emo até pagode, passando por música clássica) tem um tato musical bem mais definido do que aqueles que só escutam as mesmas bandas, mesmo que em quantidade maior.


Que se quebrem as rotinas, e, em resposta ao que li por aí (por aqui), viva a baixaria e a putaria, viva a futilidade e filmes do Uwe Boll (http://desciclo.pedia.ws/wiki/Uwe_Boll). Sem querer você já aderiu ao movimento: leu um post de domingão em plena terça (desculpa a invasão Vanessap!)!

Agora é só continuar!
Bom domingo, ops, terça, e até terça, ops, domingo.

Adendo um: Por isso que gosto do Super-Homem: o cara, pra quebrar a rotina, usa cueca por cima das calças!
Adendo dois: Falando em Super-Homem, o projeto não foi esquecido não. Dia desses ele sai (prometo!)

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Segue em anexo

Hoje não tem segunda corta-pulso, mas tem uma lista com vários filmes que valem muito a pena!
Alguns, nem tanto...

Sinceramente, faltam alguns clássicos, como: BIG - Quero ser Grande
Show de interpretção de Tom Hanks!
Falta algum??



ph

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Sem Controle

Dia desses eu estava zapeando pela TV e algo raro me aconteceu: estacionei no SBT.
Pode ter sido um comercial, algo que me fez levantar ou até uma daquelas tradicionais pissocadas que a gente dá no sofá, quando tá com muito sono.

Em certo ponto, enquanto o canal do Sílvio dominava a minha TV, percebi que o controle remoto tinha caído no vão do sofá.

Eu, em meu estado quase catatônico, resolvi abortar a missão de resgatar o controle remoto. Erro gravíssimo.

Quando terminaram os comerciais, vi que o programa que estava passando chamava-se ‘Sem Controle’.

O programa Sem Controle, em sinopse do SBT: “Humor e mulheres bonitas fazem a dobradinha do programa ‘Sem Controle’, atração do SBT. Através de paródias, o programa satiriza situações do dia-a-dia dos mais diversos tipos de pessoas. A atração traz uma série de esquetes, que mesclam piadas e tiradas bem humoradas. São várias histórias dentro de um só programa. No elenco, os humoristas Marco Martini, Laert Sarrumor, Eduardo Silva, Delourdes Morais, Vivi Fernandes, entre outros atores e atrizes.”

Vou esclarecer, o programa é uma versão SBT para o Zorra Total. Um freak show composto por três gostosas, uma gorda, uma velha, seis pseudo-humoristas e um ex-galã falido.

Comecei a entender o porquê do nome do programa quando uma moça, apontada em alguns veículos de comunicação como ‘novo talento’
apareceu meio pelada em uma piada que eu não entendi.
Eu tava Sem Controle remoto. E só por isso assistia àqueles quadros estranhos, que me deixavam meio triste, porcausa da precariedade do estúdio, do elenco, do roteiro e de sei-lá-mais-o-quê.

Aí, há alguns meses atrás, veio a notícia de que o Picapau, desenho de 1940, bate seu recorde de audiência e firma-se como o segundo lugar no Ibope,
perdendo só pra novela das 19:00 da Globo.

Saber que o passarinho esquizofrênico bomba na TV me deixou muito desapontada no começo. Mas agora começo a encarar tal fato como um grito silencioso por socorro dos telespectadores, especialmente os de TV aberta, que quando não perdem o controle (remoto ou não), preferem assistir um desenho de 70 anos a um ‘novo talento’ seminu.


carol.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

"coletivo de pessoa: bando, comitiva, aglomeração, gente, massa, sociedade..."

Cada pessoa tem uma causa que a comove, certo? Tem gente que chora vendo as imagens da tragédia da TAM. Tem gente que não come carne e faz questão de fazer com que carnívoros (como eu) se sintam mal a cada garfada. Tem gente que acredita que 1 ligação para o Criança Esperança por ano faz toda a diferença. Tem gente que acha errado dar esmola aos mendigos. Tem gente que acha certo. Não cabe a mim entrar nos méritos do que é mais importante ou de quem está certo e quem está errado. Acho que cada um tem a sua consciência e sabe (ou deveria saber) o que faz. Só quis aproveitar o meu post semanal para falar sobre uma coisa que tem ocupado muito espaço nos meus pensamentos.

Tenho pensado muito no coletivo. Em como nós, 'seres humanos inteligentes e superiores', somos egoístas e como a humanidade e o planeta estão pagando por isso. Me identifiquei bastante com as palavras do chefe indígena seattle: "Tudo o que acontecer à Terra, acontecerá aos filhos da Terra. Se os homens cospem no solo estão cuspindo em si mesmos. Isto sabemos: a Terra não pertence ao homem; o homem pertence à Terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas, como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo."

Acho esse papo meio 'politicamente correto'. Mas, pra dizer a verdade, já nem sei se isso é ofensa ou elogio. Na real, não me interessa muito, se você quer saber. Acho que prefiro ser politicamente correta do que saber que fiquei calada.
Claro que não quero que ninguém saia abraçando árvores, comprando camisetas do Anarquismo e boicotando o McDonalds e a Nike. Não é isso. Não acredito no radicalismo. Só acho se todo mundo pensasse um pouquinho mais nos outros, ia ser mais fácil viver. Estou delirando?

Ah! Pra quem tiver interesse sobre o assunto, tem um site muito legal que fala sobre a "pegada ecológica". Lá você pode medir o seu consumo não em números, mas em hectares de terra fértil que você consome para viver. É bem legal porque dá pra ver como as pequenas coisas do cotidiano colaboram para o fim das nossa reservas naturais.

That's all folks.
Na próxima semana, prometo não fazer nenhum tipo de campanha!
º°juju°º

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Esqueci o que eu ia falar ... Mas juro que era importante ... Ah! Lembrei:

Quem é mais feliz? O peixe que tem memória de peixe? Ou o elefante que tem memória de elefante? Vejamos ... levando em consideração de que as explicações a seguir são meramente ilustrativas para minha dúvida, pulemos a parte de questionamento sobre se estes são ou não fatos cientificamente provados. Vamos no esquema "disse que me disse que eu to te falando". A memória do peixe dura 3 segundos, 6, que seja. Por isso que ninguém tem dó de deixa-lo a vida toda dentro de um aquário, na maioria das vezes bem pequeno. A memória do elefante falam que dura por mais de 100 anos, 106, que seja. Por isso ele é tão facilmente domesticado em circos quando pequenino, e assim por sua vida inteira. O peixe é mais feliz porque tem memória curta e o elefante é mais triste por ter memória longa? Ou o peixe é um infeliz por não lembrar de nada e viver dentro de uma grande farsa e o elefante é feliz por lembrar de tudo e viver em uma grande e memorável jornada? Bom, meu ponto é: esquecer pra não sofrer ou lembrar pra aprender, se no final, depois de tudo, o que importa é ser feliz ???

Luca

terça-feira, 24 de julho de 2007


Uma vida sem causa é uma vida sem efeito

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Percepção do silêncio

Na quinta-feira, 3 de Janeiro, os primeiros raios de luz começaram a entrar no quarto 11, de porta azul. De leve, dava pra ver algumas partículas minúsculas de poeira que brincavam de desafiar a gravidade numa dança graciosa. Um espetáculo singular, pena que não havia ninguém lá que pudesse assistí-lo. O único presente no lugar estava deitado, inconsciente, desde a noite em que o céu fora palco de um outro espetáculo, este sim, escancaradamente iluminado pelas mais diversas cores e formas, estrelas e desejos, risos e promessas amarelas, verdes, vermelhas... Esta última foi a cor mágica que pintou os punhos, escorrendo pelos braços e espalhando-se pelo branco lençol daquele que, agora nesta cama de hospital, morria lentamente sem se dar conta do tempo que continuava ao seu redor.

Era um quarto simples. Uma cama típica de hospital, daquelas que dobram e redobram quando roda a manivela tentando confortar a quem passa por momentos difíceis. Ao lado, umas poucas máquinas velhas lutavam contra a idade e contra a morte. Na parede, uma janela quase totalmente fechada salvo uma pequena fresta inferior por onde a pouca luz se empenhava por entrar timidamente. Em frente a cama uma poltrona vazia.

Nada se ouvia, apenas um silêncio escuro e úmido. Vez ou outra a heroína metálica, brava companheira, dava uns gritos como que se dissesse "acorda! você já perdeu três dias do ano que começou!"... O triste aparelho monologava em vão.
As enfermeiras e os médicos sempre passavam na porta mas nunca queriam entrar, quando o faziam se sentiam estranhos, era como se entrassem num quadro, nem o vento se movia alí dentro... Visitas? Ninguém apareceu até hoje... O 11 era um oásis que em meio ao calor castigante evaporava lentamente. Nem o céu se dava ao trabalho de chorar algumas lágrimas.

No domingo o aparelho se calou. Seus intermitentes gritos de ajuda não foram suficientes para segurar aquela alma que nunca tivera uma árvore que lhe desse flores, frutos ou uma sombra para descansar.


ph

domingo, 22 de julho de 2007

Descabaçaram o Galvão!

Se você não sabe quem é Galvão Bueno, visite antes:
http://desciclo.pedia.ws/wiki/Galv%C3%A3o_Bueno


Finalmente!

Aleluia!

Pela primeira vez na minha vida (57 anos), testemunhei Galvão Bueno, vulgo O Maior Pé-Frio de Todos os Tempos, narrar uma medalha de ouro do Brasil.

Tá certo que uma derrota de Emanuel e Ricardo seria algo semelhante a morte da Dercy Gonçalves (impossível), mas lembre-se, caro leitor, que este ser já conseguiu narrar as derrotas de Robert Scheidt e Rodrigo Pessoa em uma fatídica olimpíada, eventos com a mesma probabilidade de morrerem a Hebe e o Sílvio Santos (aproximadamente impossível).

Galvão é hoje, com toda a certeza, um mito da era moderna. E o fato ocorrido hoje, entrará para a história, com certeza. Ou será que foi tudo um sonho?

Post Scriptum 1: Hoje, pela primeira vez, tinha um texto pronto para colocar nesse espaço. Devido aos acontecimentos, fica pra próxima.
Post Scriptum 2: O projeto não foi esquecido, só está temporariamente inviabilizado por restrições tecnológicas.
Bom domingo e um abraço gostoso!

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Adeus, Lênin!




Dona Ilda é uma senhora de 85 anos cujo filho estava vindo a São Paulo para consolar a mãe, que enviuvou há um mês. Acontece que José Antonio, o filho, estava no tal vôo 3054.
Os médicos da velhinha pediram que não a avisassem do acontecimento e que não a expusessem às notícias do “acidente”, para preservar sua saúde.

Impossível não relacionar com “Adeus Lênin!”, não??

Tá. Como assim? Além de a família ter que inventar uma ótima desculpa para que o filho não tenha aparecido, ainda vai ter que prender a pobre velhota numa solitária na próxima semana?

Porque mesmo que ela não assista TV, não leia revistas, não escute rádio, Dona Ilda deve conversar com pessoas. E as pessoas só falam no tal “acidente”.

Não, não acho ruim que as pessoas falem sobre isso, até porque isso gera alguns questionamentos bem interessantes
... O que me incomoda é o que vem sendo falado, porque esses assuntos vêm da mídia. E na minha opinião a mídia, mais uma vez, está fazendo errado.
Chovem histórias comoventes, de bebês, senhoras, famílias e sei-lá-mais-quem que morreram carbonizados (note que a palavra 'carbonizados' é cada vez mais usada, porque choca), alimentando o fascínio quase bizarro que o ser humano tem pela morte. Ok, mas e o resto?
Falta falar dos superfaturamentos, dos corruptos das CPIs, do transponder da Gol e de um trilhão de coisas que não estufam tanto a audiência


E o Pan, coitadinho? O evento no Rio não consegue virar manchete nem com um quadro de medalhas razoavelmente favorável para o Brasil nem com o Cristo virando maravilha. São Paulo bomba na mídia. E quando a “Tragédia Anunciada” começa a perder o brilho e as 200 histórias emocionantes começam a chegar no fim... o ACM morre. Claro que o falecimento do ‘Dono da Bahia’
se deu na cidade de São Paulo, no Instituto do Coração, porque quem seria o louco de se internar em algum hospital daquele estado, não???

Rezo para que a família da Dona Ilda consiga bloquear todas as notícias. Ou que pelo menos possam bancá-la em um Hospital de São Paulo....

carol.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

extraordinariamente comum

estou tentando achar a beleza nas coisas mais simples e "insignificantes".
So, work with me here ;)

Ele gostava da risada dela.
Ela gostava do jeito que ele coçava a cabeça pra pensar.
Ele gostava da covinha dela.
Ela gostava do sorriso tímido dele.
Ele gostava quando ela molhava o pão no café-com-leite.
Ela adorava o all star velho e detonado que ele usava
Ele a achava espontânea e engraçada
Ela amava o fato dele achar que cada dia nunca era comum, era sempre extraodinário
Ele a achava diferente
Ela o achava divertido
Ele gostava do beijo dela
Ela adorava o abraço dele
Ele adorava vê-la acordar
Ela amava vê-lo dormir
Ele oferecia dava o casaco dele para ela não sentir frio
Ela sabia disso e nunca levava seu próprio casaco
Ele gostava de dormir de conchinha
Ela também
Ela adorava sentir frio na barriga quando sabia que o encontraria
E ele amava saber disso
Ele não aguentava vê-la chorando
Ela achava fofo quando ele chorava. Triste, mas fofo!
Ele achava que podia se apaixonar
Ela torcia para que esse sentimento durasse
Aliás, os dois torciam. E ainda torcem.
Eles não sabem bem o que querem mas torcem para continuar encontrando o extraordinário todo dia.
Torcem para receber o mundo sem medo e para viver sem amarras.
Torcem por dias ensolarados no parque e dias chuvosos no sofá.
Torcem por dias comuns surpreendentes.
Torcem para continuar vendo o sorriso um do outro.

Pelo que eu soube até agora, a torcida tem funcionado.

º°juju°º

quarta-feira, 18 de julho de 2007

"Pra Onde Vai?" - Gabriel Pensador

"Mais uma vida jogada fora. Um coração que já não bate mais, descanse em paz. Sonhos que vão embora, antes da hora. Sonhos que ficam pra trás.
Pra onde vai você? Pra onde vai? Pra onde vai o sol quando a noite cai?
E agora? A dor é do tamanho de um prédio. A casa sem ele vai ser um tédio. Não tem remédio, não tem explicação, não tem volta. Os amigos não aceitam, o irmão se revolta. A família não acredita no que aconteceu. Ninguém consegue entender porque o garoto morreu. Tiraram da gente um jovem tão inocente. E a sua avó que era crente hoje tem raiva de Deus. O seu pai ficou mais velho, mais sério e mais triste. E a mãe simplesmente não resiste. Além do filho, perdeu o seu amor pela vida. E a nora agora tem tendências suicidas. E a namoradinha com quem sonhava se casar. Todo mundo toda hora tem vontade de chorar. Quando se lembra dos planos que o garoto fazia. Ele dizia: "Eu quero ser alguém um dia". Sonhava com o futuro desde menino. Ninguém podia imaginar o seu destino. Mais uma vítima de um mundo violento. Se Deus é justo, então quem fez o julgamento?
Pra onde vai você? Pra onde vai? Pra onde vai o sol quando a noite cai?
Por quê um jovem que vivia sorridente perde a sua vida assim tão de repente? Logo um cara que adorava viver. Realmente é impossível entender. Nenhuma resposta vai ser capaz de trazer de novo a paz à família do rapaz. Nunca mais suas vidas serão como antes. E eles olham o seu retrato na estante. Aquele brilho no olhar e o jeitão de criança. Agora não passam de uma lembrança. E a esperança de que ele esteja bem, seja onde for, não diminui o vazio que ele deixou. É insuportável quando chega o seu aniversário. E as suas roupas no armário parecem esperar que ele volte de surpresa. Pra ocupar o seu lugar vazio à mesa. A tristeza às vezes é tão forte que é mais fácil fingir que não houve morte. Porque sempre que ele chega pra matar as saudades. Ele vem com aquela cara de felicidade. Alegrando os sonhos e querendo dizer que a sua alma nunca vai envelhecer. E que sofrer não é a solução. É melhor manter uma chama acesa no coração. E a certeza na mente de que um dia se encontrarão novamente.
Pra onde vai você? Pra onde vai? Pra onde vai o sol quando a noite cai?"

Ouça: http://www.gabrielopensador.com.br/discografia/disco3/pop_05.htm


Luca

terça-feira, 17 de julho de 2007

o que eu vou ser hoje?

Sabe aquela história de querer uma vida que não é a sua? Por mais simplista que sejamos, admitamos: a gente quer sempre mais, não importa o quê. Eu, por exemplo, estou constantemente querendo ser o que eu não sou. Mudar a minha vida. Ou, pelo menos, parte dela: ser mais rica, mais bonita, mais bem sucedida, menos tímida, mais corajosa.
O problema em conseguir isso tudo não é um e sim vários. A começar pela inconveniência, passando pela dificuldade e chegando no aspecto de que não é cabível mudar de personalidade ou de estilo de vida a todo momento. Em condições normais, ninguém vira rico da noite para o dia nem é perfeccionista hoje, amanhã não é mais, depois é de novo. Resumo da ópera: não é muito possível ficar mudando de vida assim, a torto e a direito.
Pois bem. Diante disso, fica mais do que evidente a força motriz que faz games de relacionamento virtual como o Second Life se tornarem o que se tornaram. A mecânica é simples: temos nosso trabalho que ou bem ou mal nos sustenta mas que “não é lá essas coisas”, nossos homens que são legais mas que não são príncipes encantados e, é claro, um computador devidamente a postos para nos oferecer uma vida dos sonhos. Ah, e que é para ser vivida depois do expediente. Eu não tenho um avatar, nunca joguei Second Life na minha vida, mas isso me parece atraente. É claro que é. Eu também quero enriquecer como a professora da cidade pacata na China que ganhou seu primeiro milhão vendendo terrenos a preços inflacionários no Second Life. Eu também quero comprar as roupas que eu nunca vou conseguir comprar na vida real. Os jogos de realidade virtual – ou insanidade virtual, como canta Jamiroquai - trazem para a gente uma espécie de “segunda chance” (qualquer semelhança com o nome do jogo é mera coincidência): tentar ser virtualmente o que não somos realmente.
Para os 8 milhões de usuários registrados no Second Life, cada dia se dividiu em dois: um deles compreende o momento em que eles acordam, vão trabalhar e voltam para casa. O outro é o tempo decorrente dessa rotina, que eles passam em frente ao computador, assumindo outra personalidade, convivendo com outras pessoas, comprando outras coisas, comendo em outros lugares.
Eles vão viver a vida que escolherem. No Second Life, não há revolta, não há imprevistos, não há surpresas como as que existem na realidade. Se você quiser um casal de gêmeos, você pode engravidar – com o tamanho de barriga que quiser comprar – sob encomenda! Inclusive com a cor de pele pré-determinada. Até ontem - e eu me lembro muito bem disso - escolher superpovoar o mundo com gente branca era sinal de racismo, segregação. Hoje é uma evolução natural. Inevitável.
Mais do que uma fuga, uma comodidade, e mais do que uma comodidade, um, dois, três, vinte prazeres. A vida virtual é bem mais fácil e bem mais excitante do que a realidade. Você pode matar, transar, falar e ainda continuar o mesmo. Você pode mudar sua vida e permanecer com a mesma. Você pode experimentar ser ladrão e ser mocinho, ser gordo e ser magro, ser homem e ser mulher. Tudo ao mesmo tempo. A diferença está em sentar-se ou não na frente do computador.



vanessap.


ah, uma nota: mudamos de página no blog! já temos um arquivo. obrigada, pessoal.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

a fortaleza

Vinte anos mais tarde, ao passar por uma loja de brinquedos e se ver por trás das gotas de chuva que dançavam em um palco de vidro, Geraldo se lembrou de quando ainda era criança, e das noites frias e secas de Julho nas quais era a unica criança a brincar sozinha na varanda de casa, ouvindo os adultos conversarem. Sentiu na memória o aroma denso e branco da fumaça que saía do cachimbo de seu pai. Toda noite ele dizia ao filho "homem que é homem pita cachimbo."

O pai aproveitava as ocasiões para mostrar ao filho o significado de crescer para se tornar um homem. Não um desses que as mães parem aos montes a cada troca de Lua, e que estão sempre ocupados demais em nascer e morrer. Nessa família tem que ser homem pra tudo na vida. Um varão digno dos Ferreira tem que ser justo e impiedoso, leal e ambicioso, forte e, jamais, sensível.
Era visível que o garoto tinha futuro. Apesar de ter nascido um bebê franzino, se tornava cada dia um menino mais forte, com cara de juiz.

Aconteceu na semana em que completaria oito anos. Seu pai chegou em casa mais cedo com cara de criança que nunca viu um palhaço. Demitido. A mulher, que respeitava o marido, mas que sempre quis ser atriz, nada disse. Limpou as mãos no avental meio engordurado e foi fazer café. Aquela foi a primeira noite em que jantaram apenas Geraldo e a mãe.
De súbito vieram os tempos difíceis, e mesmo criança, que ainda era, Geraldo assistia entendia em siliêncio que a casa não era mais a mesma. Seu pai não era. A comida que virava bebida, a mãe que escondia o rosto, os anjos que o haviam abandonado. E o homem pra tudo na vida?

Outra noite que jantaram só os dois. A mãe se preparava para dormir e penteava os cabelos do filho, que se olhava ao espelho e só via vampiros. Toca a campanhia. Geraldo vai atender, em sua inocência infantil, abre a porta para dois homens que nunca tinha visto. Também não viu quando foi empurrado e caiu no chão com violência. Aos gritos e chutes os invasores impuseram o medo e reviraram a casa em busca de qualquer coisa que pagasse a aventura. E vendo que entraram em casa de gente mais pobre que eles, atacaram o único bem que valia a pena.
Geraldo não podia se mexer mais de medo que qualquer coisa, e assistiu, como um cego que sonha com a própria morte, aquela que havia lhe dado à vida ser violada aos berros.
O garoto não podia nem correr, pois não queria abandonar a mãe, tampouco podia protegê-la. E chorando por dentro em soluços de sangue chamava pelo pai. Onde estava aquele que o ensinara o valor de ser homem, aquele que deveria proteger a família e a casa? E agora era obrigado a assistir dois homens num espetáculo de selvageria humilharem sua mãe. Hienas é o que ele pensava engasgado em lágrimas. De madrugada o pai chegou em casa e acordou a mãe pra lhe esquentar o jantar.

Eis que no dia seguinte o Sol se esqueceu de nascer, nem a Lua mais tarde apareceu, e o garoto que crescia para virar Ferreira não tinha mais nada no que acreditar na vida, e a sua se perdeu e encontrou em si.

Ver seu reflexo diante daqueles brinquedos fez sentir-se tanta pena que não se coube. Aquela era mais uma noite que Rita se entregaria a homens carentes de amor.


ph

domingo, 15 de julho de 2007

Na segunda, o que o cu tem a ver com as calças, se chove cérebros, tralhas e bugigangas?


Passa mais um domingo, e não é que o blog começa a ganhar corpo? Estréias, um relato interessante, apresentações, um microconto bacana, um molde de Cristo nota dez!

Quase estou surpreso. Se não conhecesse um pouco quem escreveu por aqui, estaria estarrecido. Mas o legal é descobrir coisas novas, como o fato da Júlia (foi mal) gostar do Roupa Nova, aquela banda brega.

Este domingo foi bacana. Bacana descobrir que, mesmo que a gente não aceite, os argentinos é quem, cada vez mais, me parecem os civilizados. Afinal, bacana é tripudiar, pisar e tirar uma dos nossos hermanos derrotados!

E o projeto... bem, o projeto, como foi visto aí em cima, continua no projeto. Mas se Deus quiser semana que vem tá pronto. Se vai ficar bom, aí já não posso garantir.

Vou indo, pois a segunda vem chegando e lá eu não mando nada.

Vitão


sábado, 14 de julho de 2007

Brainstorm

Verão. Calor. Amor. Festa. Alegria. Pés descalsos. Samba. Sol. Praia. Mar. Plânctons. Areia. Grama. Flor. Cheiro de flor. Receber flor. Viagens. Bahia. Carnaval. Reveillon. Roupa branca. Roupa colorida. Saia. Sandália. Namorado. Amigas. Café. Cigarro. Chocolate. Sexo. Cama. Acordar meio-dia. Cinema. Cobertor. Dormir de meia. Conchinha. Ar livre. Pôr do sol. Nascer do sol. Lua cheia. Ver coelho na lua. Estrela cadente. Gengibre. Hortelã. Pimenta. Wasabi. Morango com chocolate. Pastel. Suco de tomate. Mexer na cutícula. Roer unha. Tirar a sobrancelha. Espremer bolinhas, espinhas e cravos. Passar a mão no cabelo. Alguém mexendo no meu cabelo. Tirar ponta dupla. Pedido para cilhos. Pedido no trilho do trem. Pedido pra estrela cadente. Pedido pra primeira estrela. Nadar na chuva. Nadar de noite. Nadar no Rio. Inércia. Última hora. Sono. Preguiça. Roupa nova. Brinco. Anel. Pulseira. Colar. Risada. Chiclete. Cabelo molhado. Roupa cheirosa. Cafuné. Criança. Grávidas. Apertar comidas no supermercado. Lama entre os dedos. Odeio que me chamem de Julia. Fotos. Carambola. Tirar meleca do nariz. Tirar sujeira do dente com brinco. Ataque de riso. Cócegas. Azul e verde. Cheiro de maresia. Cheiro de grama cortada. Cheiro de chuva. Cheiro de terra. Cheiro de doce. Cheiro de épocas. Espelho. Cristais. Banho gelado no verão. Banho quente no inverno. Hidratante. Dirigir na estrada. Abraço. Beijo. Sonhar e lembrar de tudo. Chorar em filme triste. Água de côco. Salada. Livro. Falar alto. Levar tombos. Causar. Cerveja. Vinho. Caipirinha de sakê com lima da Pérsia. Encher a cara. Trabalhar com pessoas bem humoradas. Receber Parabéns. Festa surpresa. Voltar da balada e tomar café da manhã. Esquenta. Fogueira. Festa de casamento. Andar de avião. Andar de barco. Fazer trilha. Banho de cachoeira. Amigos. Primos. Fazer a unha. Dormir depois do almoço. Sair pra jantar. Sair pra beber. Sair pra dar risada. Sair pra tomar café. Adoçante. Light. Diet. Desenho animado. Tartaruga. Passarinhos coloridos.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

...e o que que o Cristo tem a ver com isso?

O Borba Gato que se cuide! Assim ó, agora o Cristo Redentor é uma maravilha moderna. Rá!

O Rio é tão pop que o bonecão carioca foi colocado numa lista de sete maravilhas onde estão também a Muralha da China, o sítio arqueológico de Petra, Macchu Picchu, a Pirâmide de Chichen Itzá, o Coliseu de Roma e o mausoléu de Taj Mahal.

O mais louco é que a concorrência não tava fácil não, o
Jesus da cidade maravilhosa
deu um olé no Stonehenge, na Torre Eiffel e em uma pá de outros candidatos fortíssimos.

Isso me leva a uma mirabolante conclusão – eu sei que no meu post de apresentação falei que não chegaria a mirabolantes conclusões, mas essa é um tanto inevitável - : os internautas brasileiros clicam para caralho.

Eleição doida, feita pela Internet sem fundamento nenhum... mas o monumento
tá lá,
como a terceira maravilha moderna e tudo o mais.

Confesso que quase pulei o assunto do Cristo no blog, pensei que daria azar falar do moço justo na Sexta-Feira 13, que nem todo mundo sabe, é tida como um dia de azar porcausa do próprio. Sim! Jesus Cristo morreu numa sexta feira e 13 era o número de pessoas que haviam na mesa da Santa Ceia. A história toda do Jason só veio uns 1930 anos depois.

O que me convenceu mesmo a colocar o Filho de Deus neste honorável blog foi, na verdade, o Dia Mundial do Rock, que é comemorado hoje. Yeah! E ninguém mais rock’n roll do que o cara... ou vai me dizer que aquele cabelão, a água transformada em vinho e a coroa de espinhos não te dizem nada? Outra coisa, a filosofia do “Die Young.Stay Pretty” do Blondie me parece bastante presente naquela mentezinha replicadora de pães...

Agora, na boa, eu preciso ir. Mesmo. Vou aproveitar a sexta-feira do rock pra ir comprar o ingresso do show do
anticristo,
que estará por aqui em setembro.


carol.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

o segundo

ela estava triste e quieta. sem vontade de falar com qualquer um que fosse e com medo de pensar. sem esperança nenhuma sobre o que viria e sem vontade de ter.
seu pensamento era sempre mais trágico do que a verdade se revelava. toda antecipação era pior. ai maldita expectativa! queria parar de pensar no futuro porque na sua cabeça, ele era sempre estranho. ou ruim. e sempre era pouco.
cada segundo lhe trazia mais angústia porque sabia que o Depois se aproximava. e se fosse como ela imaginava...ela torcia para que demorasse a chegar.
tentava imaginar como seria se não fosse assim. se não fosse ela. se o problema fosse outro. ou com outro. mas não via ninguém por perto. pelo menos ninguém como ela.
tudo ao seu redor parecia estar ali só para mostrar como era insuportável ser. tudo a incomodava. e ela não conseguia mais ficar quieta.
resolveu sair dali torcendo para que alguma coisa diferente acontecesse e impedisse aquele futuro fraco de chegar.
queria encontrar seus amigos para se sentir amada. queria sentir que era necessária.

ela até sentiu que se importavam com ela. e que gostavam da sua companhia, sem dúvida! mas ainda era pouco. e queria sentir que era o mundo para alguém.
acabou andando pelas ruas frias da cidade e encontrou abrigo nos olhos calmos de um desconhecido. e sentiu-se em casa no sorriso simpático de um estranho. procurou olhares e gestos de conforto. a maioria das pessoas estava com pressa, mas algumas a acolheram. sem querer ou perceber.
o frio acabou virando seu companheiro e o vento fazia o cenário ficar mais bonito. como se sua tristeza virasse cena de filme. ela encontrou a beleza nas suas lágrimas.
e aquele foi um dia bom.

º°juju°º

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Embaralhados. Quarta. Meu dia.
Hoje eu dou as cartas.
Quem corta é a Juliana. Mas isso só na quinta ...
Bom, meu nome é Luca. Sem "s". Filho único. Mimado. Se você tem amor pela vida não fale comigo quando acordo. E se gosta da sua família não me acorde.
Sou bem bunito. Pelo menos minha mãe e minhas avós falam.
Depois que rasguei minha cara na porta do Mc Donald's não posso falar o mesmo. Nunca mais voltei lá. Pelo menos diminui esse vício de Nº 4 com Coca.
Tenho uma namorada linda que faz direito. Ela estuda Direito e mora longe de mim. Se não fosse ela, não iria ser ninguém.
Já morei em 6 lugares diferentes. Mas me considero de Olímpia, uma cidadizinha bem peculiar no interior de São Paulo.
Sai de casa aos 17 anos. Nunca mais voltei. Só no feriados e férias, quando podia ter alguma.
Gosto de eventos em geral, como diz meu pai. Rave, churras, festa do peão, micareta, balada, barzinho, jantar ou filme em casa. Pode me chamar. Raramente nego um convite.
Não sei escrever bem. Se você se perder no texto por me achar confuso ... problema seu, isso não vale nota mesmo.
Adoro dar risada. Amigos verdadeiros. E a vida.
Adoro dar risadas de coisas idiotas. Amigos, verdadeiros comediantes frustados.E a vida no seu jeito purgatório de ser.
Meu cachorro morreu recentemente e não pretendo ter outro. Queria ter um papagaio.
Nunca tinha me decepicionado com um amigo.
Nunca tinha tido vontade de dormir cedo numa sexta feira.
Se você fosse eu, você não ia gostar de ser você, nem eu.
No que você tira 10 eu já dou aula.
Gosto de pipoca.
Pronto ...
Já embaralhei.
Corta Jú.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Tinha abajur, tinha castiçal, tinha telefone, tinha roupa, tinha revista pornográfica, tinha CD pirata, tinha brinquedo quebrado. Mas, principalmente, tinha muita, muita gente., E muita gente pobre, diga-se de passagem. Essa gente pobre também era bem suja e, paradoxalmente, bem gorda. No entanto, Ao contrário do que eu possa estar demonstrando, não tive repulsa, caminhei boas horas ao lado deles. Eu fui a uma feira da barganha.
Na sarjeta, os vendedores se espremiam em frente a suas mercadorias. A vitrine era o asfalto. O assoalho, um saco de lixo tamanho grande. A caixa registradora era uma pochete confortavelmente acoplada na cintura dos vendedores. A concorrência era acirrada: a mesma porcelana chinesa da “barraca” do Seu Zé eu encontrei na “barraca” do Jão. O preço também era o mesmo. Se sai melhor quem consegue pechinchar mais. Mesmo assim, é difícil conquistar a confiança dos vendedores. A feira da barganha foi o único comércio que eu visitei até hoje que contraria Porter, Kotler, Lovelock e todas as leis do marketing porque o foco da venda está não em conquistar o cliente, mas o vendedor, e fazê-lo acreditar que você realmente só tem quinze reais na carteira. Ou que você vai ali buscar o dinheiro e já volta. Não é fácil, os comerciantes te olham desconfiados, mas, se você volta com o dinheiro ou compra outras vezes, o relacionamento entre cliente e vendedor começa, e você, aos poucos, vai ganhando poder de barganha com eles. Acho que por isso que a “feira da barganha” tem esse nome. E não por conta meramente da pechincha.
Não fosse uma atividade comercial permitida e fomentada por lei, eu diria que a barganha é um espetáculo. De qualquer gênero: um show, uma peça de teatro, uma apresentação de mágicas, tudo, tudo menos um livre-comércio, um escambo quase questionável tamanha a variedade e quantidade de porcarias vendidas ali. Realmente, ali tinha tudo o que você pode imaginar e mais um pouco se sua mente não for tão criativa.
No meio desse tudo e mais um pouco, tinha coisa útil, sim. Como por exemplo, um ferro de brasa sabe-se-lá-de-quando com a alça infestada de cupim. Ou um lampião a gás. Embora pareça ironia da minha parte, eu realmente vejo valor nessas coisas e me encantei com a quantidade de relíquias expostas ali a céu aberto – literalmente. Mas eu notei que a gente pobre, suja, gorda e feia não estava atrás de relíquias para expor na estante e admirar. Eles procuravam itens de utilidade: uma Barbie pelada para a filha, uma determinada chave inglesa X com ponta côncava e cabo estreito para apertar o parafuso da porta, um liquidificador que “só precisa trocar o motor”. Eram objetos realmente úteis para eles. Para mim, não. Não se trata, mais uma vez, de repulsa ou de vanglória; é uma questão simplesmente de prioridade. Eu não deixei em momento algum de notar o espetáculo que insistia em acontecer ali aos olhos dos outros. Mas esses outros não enxergavam nenhum espetáculo. Eles só estavam fazendo compras.



vanessap.

domingo, 8 de julho de 2007

Dia de descanso

Com os dois posts publicados, fica mais fácil escrever. Você já tem uma idéia do que dizer. Apresentações, então.

Meu nome é Vitor, mas pode chamar de Vitão, Vitinho, ou o que você quiser (espero que não me chame de cuzão, vagabundo, filho da puta...). Sou alto e gordo, mas isso não me faz grande.

Penso que sou inteligente, mas sempre existe alguém que me prova o contrário. Sou lento. Lerdo mesmo, sou daqueles que ri mas muitas vezes não entende a piada.

Dou valor ao sorriso. O sorriso é generoso por natureza, e dificilmente comete um ato falho.

Adoro futebol e gibis. E, como a Carol me fez lembrar, mulheres que roncam, peidam, comem e dormem, enfim, existem de forma plena.

Tenho muitas coisas para falar de mim, mas sou suspeito. Aproveitem as postagens que aparecerão aos domingos para tentar descobrir um pouco mais. Como domingo é dia de descanso, tentarei ser sempre breve. Isso não quer dizer que pouparei as melhores idéias.

Tenho também, um projeto para este espaço. Se tudo der certo, domingo que vem ele já estará aqui.

Sem mais, até.

Vitão

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Oi... você vem sempre aqui?

Sempre soube que não devemos conversar com pessoas estranhas, mas não sei se tal regra se aplica quando a intenção é ler os blogs delas.

Por via das dúvidas, me apresentarei. Carolina Freire Braga. Prazer. Braga por parte de pai. Freire, também.

Filha única, sobrinha única e neta única, sou o ente mais jovem da minha família.

Despenderei algum tempo das minhas sextas-feiras pra dar um alou aqui, falar bobagem e refletir sobre coisas que me incomodam.

Definindo-me a partir dos tabus, digo que sou a favor do aborto e da eutanásia, sou contra as cotas raciais e não tenho opinião formada sobre a pena de morte.

Sarcasmo é a minha droga de preferência, gosto de pensar e falar sobre diferentes assuntos, com um grau severo de superficialidade e sem a pretensão de chegar a conclusões.

Muitas vezes sinto necessidade de vomitar algumas idéias minhas e acho que esse espaço será ideal pra essas reflexões.

Sou de Peixes, signo de gente sonhadora e sensível, sou daquelas que gastam horas e horas pensando antes de dormir. Numa dessas minhas investidas na madrugada, resolvi parar de acreditar no infinito. Não acho válido explicar o porquê agora, mas em alguma dessas sextas-feiras eu explico.

Gosto de música, de viajar, de cagar (sim, eu sou do tipo de mulher que caga), de respirar, de comer, de fazer sexo e de tomar água gelada enquanto tomo banho quente.

Frequentemente sinto que vivo num universo paralelo, numa coisa, assim, meio Alice... Estou correndo atrás do coelho branco pra ver se chego logo no País das Maravilhas.

Tenho pressa, mas mesmo assim, lembrarei de passar por aqui nas sextas-feiras pra registrar minhas alucinações...

carol.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Hum.

Nosso blog começou com uma conversa entre amigos, mas como sei que não serão só amigos que lerão isso aqui (ou assim espero) resolvi me apresentar. Sempre achei a internet um pouco impessoal e essa é a maneira que eu encontrei de tornar esse espacinho aqui um pouco próximo, aconchegante, familiar...não sei se encontrei bem a palavra para dizer o que eu queria, mas é mais ou menos isso.
ready or not here i come

.As frases que me tocam ao longo dos dias e das noites, eu anoto em algum papelzinho. Não é sempre que eu acho esses papelzinhos, mas quando eu os acho (jogado pelas bolsas e bolsos) fico mais feliz
.Me emociono com músicas. mas não é de ficar chorando e tal...me emociono com o que me impressiona. é louco pensar como uma pessoa consegue escrever coisas assim. como as palavras podem ir longe. como o ser humano é interessante e estranho. como os sentimentos são intensos e compartilhados.
.Não gosto de dormir de meia. não gosto de andar de meia. aliás, não sou muito fã de meias em geral. meia-calça, meia-boca, meia tigela, pé de meia... prefiro as coisas por inteiro. a não a ser meia-entrada no cinema. essa meia eu gosto.
.Adoro tomar cerveja. de preferência com amigos. e melhor ainda se for acompanhada de conversa boa. 'e vê se me traz uma porção de piadas mornas. ou melhor, de divergências brandas, por favor?'
.Adoro dar presentes. pensar na cara da pessoa quando receber. ou na desculpa que ela vai inventar pra fingir que gostou do que eu dei.
.Não gosto de acordar tarde. nem de acordar cedo. mas acordo de bom humor. não sei como, porque eu não gosto de quem acorda de bom humor. contradições humanas
.Leio mais de um livro no mesmo período de tempo. não porque não aguento um livro ou preciso de distração, mas porque fico ansiosa para ler outras coisas e não aguento a espera de acabar o primeiro. nem o segundo. e começo o próximo.
.Nunca lembro os finais dos filmes. por isso assisto mais de uma vez quando gosto. Pra ver se não esqueço.
.Adoro Woody Allen. dos filmes dele eu me lembro. mas assisto várias vezes mesmo assim
.Gosto de jazz, de rock, de mpb, de blues...
.gosto de axé, funk, sertanejo, contanto que seja longe de mim! e de preferência bem baixinho...
.Ainda não conheci um lugar do brasil que eu não goste. mas ainda quero explorar mais. se eu encontrar eu aviso vocês.
.Tenho muita vergonha. do que eu faço. do que eu falo. mas não deixo de fazer por causa disso. só que fico me analisando depois. ah! também tenho vergonha alheia. bastante.
.Gosto de fumar depois do almoço, depois do sexo e durante a cerveja.
.Gosto de dormir no sofá, de calça jeans, passando frio sem cobertor com a televisão ligada. isso faz a minha cama parecer tão melhor. aí acordo no meio da madrugada e migro para aquela cama quentinha e convidativa.
.Detesto quem é demais: gente que é feliz demais. que tem amigos demais. que fala demais. que ri demais. acho isso um pouco demais pra mim.
.Detesto brigas, mas adoro discussões. longas, intensas e apaixonadas. e as superficiais também vai...just for fun
.Sou irônica. e como diz uma amiga minha, o problema em ser irônico é que quando as pessoas não te entendem, vc fica parecendo um babaca, né carol?
.Me acho verdadeira e até interessante, verdadeiramente falando.
.Minto muito mal. Até tento, mas sei que sou péssima nisso.
.Falo sozinha. e sou uma boa ouvinte.
.Me acho simples. mas é meio complicado explicar, entende?
.Costumo perder a paciência facilmente. mas não a calma.
.Tenho a sensação que incomodo os outros com coisas bobas, tipo escrevendo textos longos demais. então vou ficar por aqui.

bjs e até a próxima
º°juju°º