sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

É...

Nunca chorei tanto quanto chorei nesse ano.

Nunca ri tanto quanto quanto ri nesse ano.

Nunca me senti tão bem comigo mesma.

Cresci. Aprendi. Evolui. Superei.

Olhei todas as coisas de outro jeito.

Me adaptei. Fiz se adaptarem.

Não tomei uma porra de uma luz de sol. Tô mais branca que o leite.

Parei de tomar leite. Ou soda cáustica, sei lá.

Tentei ficar o mais próxima possível de todo mundo que eu gosto.

Parei de roer as unhas.

Engordei. Emagreci. Engordei. Emagreci.

Engordei.

Descobri que a minha mãe é culpada por várias coisas que eu odeio em mim.

Descobri que a minha mãe é culpada por várias coisas que eu mais acho foda em mim.

A minha mãe descobriu que eu descobri que ela é culpada.

Plantei uma árvore, escrevi um livro e não tive um filho.

Conheci gente.

Saí muito. Viajei pouco.

Corri atrás do coelho branco. E cá estou.


Que venha 2008.

carol.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Cada dia

A cada dia que passa, eu vou me encontrando um pouquinho mais.
Mas a cada dia que passa, eu vou mudando um pouquinho mais.
Aí difícil de me encontrar, de saber quem eu sou.
Ou de ser quem eu sou.
Porque o que sou é mutável. (graças a Deus, eu acho)
Aí, eu fico nessa.
Correndo atrás do que sou e fugindo de quem quer me achar.

Coisa de louco.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Depois, quando eu voltei naquela rua, as bolinhas do arbusto estavam vermelhas. E me lembrei que, quando eu era pequena, elas eram verdes. Pode ser porque o mundo tinha um colorido diferente quando eu não entendia, mas acho que eu passava ali em outra estação do ano.
Agora, o chão não é mais molhado, e dá pra ver o sol. Mas o cheiro continua o mesmo. Como é que muda tudo mas o cheiro continua o mesmo?
Continuei passando como se não estivesse emocionada, mas todo mundo percebeu. Eles conseguiam ver todas aquelas memórias pulando no topo da minha cabeça que nem luzinhas de Natal piscando.
E eu comecei a ficar vermelha, pior que as bolinhas. Foi quando elas perceberam que eu também havia mudado de cor desde a última estação.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Semana de Leitura

Essa semana foi muito mais de leitura do que de escrita ou de qualquer outra coisa. Quase não vi televisão, nem ouvi música direito. Trabalhei muito, dormi bem e tive pouco tempo livre, gasto principalmente com livros. Tive algumas idéias para escrever aqui no blog, e todas partiram de viagens que fiz através de textos e textos.

Estava na casa de uma amiga esperando ela se arrumar para sairmos e abri um livro da Clarice em uma página qualquer, sem muita pretensão, só para passar o tempo enquanto esperava. Li a primeira coisa que vi:

“A arte de discordar consiste, especialmente, em não agredir... Discordar sem 'agredir com palavras' ou com tonalidade de voz é um modo de, possivelmente, chegar a um acordo. Ou pelo menos é assim que se pode comunicar um pensamento, uma opinião, sem criar à toa um inimigo".
Clarice Lispector, do livro 'Correio Feminino'

É bom quando a gente se encontra num texto de outra pessoa, né?! Acho super importante aceitar e até atrair a discordância visando o crescimento.
Eu até já tinha escrito aqui no blog algo parecido...“seja gentil sempre que puder mas não deixe de discordar de mim".
E que fique bem claro que há maneiras e maneiras de dizer as coisas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Incompatibilidade - Oswaldo Montenegro

E bate louco, bate criminosamente, o coração mais do que a mente
Bate o pé mais do que o corpo poderia
E se você mentalizasse na folia, sabe lá se não seria a solução pra de manhã pensar melhor
E caso fosse, a incompatibilidade entre corpo e consciência iria desaparecer, você não vê
Como o corpo preparado pode ser iluminado, como a luz de uma fogueira que precisa se manter
E atingido pela plena consciência de que o corpo em decadência faz a tua consciência esmorecer
Pelos poros elimina-se o que o corpo não precisa pra pensar e abdicar esse prazer
Se você dançar a noite inteira não significa dar bobeira, de manhã, se alienar ou esquecer
É a busca do supremo equilíbrio, num processo inteligente
Sua mente clarear sem perceber
E a intelectualidade pode dançar sem receio
Descanso é pra alimentar e trabalhar sem anseio
Eu tô olhando pra ponta, mas não esqueço do meio
Quem acha o corpo uma ofensa, falo sem demagogia, pode dançar essa noite
E amanhã pensar: quem diria?
Qem não entendeu eu lamento, espero que entenda algum dia...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

compondo.

Se eu fizesse uma música, ela ia começar com a nota Fá. Porque, como já disseram mais de uma vez, ‘é fácil decorar’.

Mi tem que ter também, porque se não for eu, vai ser quem? Recomendo um cuidado especial com o Mi em todas as músicas. Mas tem que estar sempre junto de outra nota. Mi não gosta de ficar sozinho.

Daí ia logo ter um Sol. Pra iluminar tudo. Mas ó, escuta o Bial e usa protetor solar, tá?

Lá é sempre bom. Mas aqui é bem melhor.

Ré pode ter um pouquinho. Porque é bom dar uma ida pra trás de vez em quando. Refrescar a memória ajuda a manter a cabeça no lugar.

Dó, na minha música, não tem não.

É bom um Sí de vez em quando também. Pra ficar esperto e pensar nas outras coisas que podem acontecer. Mas se tiver muito dessa nota fica um pouco chato. Pensar demais também não leva a nada.


Escuta quem quer.


carol.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Batalha constante

Ele já amou e sofreu bastante
Ela sempre sofre por antecipação
Ele quase não tem medo
Ela tem muito
Ele quer se jogar.
Ela tem suas dúvidas, como sempre
Ele quer aproveitar o pouco tempo que resta, do melhor jeito possível.
Ela, de tanto pensar no que seria, cansou de esperar pra ver
Ele quer mostrar como poderia ser se simplesmente fosse
Ela procura obstáculos para não se entregar por completo
Ele é mais forte
Ela acredita nele
Ele quer amar
Ela precisa aprender
Os dois vivem juntos, numa história de amor e ódio. De dúvidas e conflitos.
Ele, o coração
Ela, a mente
A questão é decidir quem ganha a batalha.
Estou achando a decisão um pouco difícil. E quem é que toma? Eu, ele ou ela? Acho que ela anda um pouco forte dentro de mim, mas ele faz questão de se pronunciar de vez em quando. A briga está difícil, os dois são insistentes e cabeça dura. É foda...

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Continua sim...

A vida continua
Continua dando certo
Continua dando errado
Continua aqui por perto
Continua assim parado
Continua mais confusa
Continua ensolarado
Continua a mesma rua
Continua em outro espaço
Continua só chovendo
Continua do outro lado
Continua diferente
Continua embaralhado
Continua aproximando
Continua assim, assado
Mas continua...

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Veja bem...

  • As Spice Girls voltaram. Mas as meninas não conseguem mais se espelhar nelas. Porque estão velhas, gordas (ou anoréxicas, no caso da Geri) e descaracterizadas. Agora é a vez da Lindsay Lohan, Paris e Britney servirem de inspiração.

  • Querem sentenciar uma professora à morte porque ela deixou um de seus alunos nomear seu ursinho de pelúcia de Maomé.

  • A TV digital está aí. Domingo já poderemos assistir o Gugu e o Faustão em alta definição.

  • O IDH do nos Brasil aumentou e está entre os maiores do mundo, mas eu não to vendo muito Desenvolvimento Humano por aqui nos últimos tempos...


    E você ? Ainda quer ter filhos?

carol.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Que soubesse quais eram os seus sonhos, era o que ela queria.
Que fosse ouvida e amada. Que seu tempo fosse tanto e viesse logo.

Que cantassem seus pensamentos, era o que ela sonhava.
Mesmo que fossem novos e loucos. Que o som fosse sincero e viesse baixo.
Que a companhia fosse boa e muita. Que sua energia positiva fosse contagiosa.

Que ele descobrisse seu olhar secreto, era o que ela temia.
Que se encontrasse no outro e gostasse. Que o mundo a dois fosse melhor.

Que encontrasse sua calma, era o que precisava.
Que as dúvidas não sumissem, mas também não matassem.
Que a tormenta baixasse e que seus olhos se abrissem sem fazer força.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O dia depois de ontem você me deixou inquieta

Quando você pedir perdão
não haverá ouvidos pra te perdoar
Quando precisar de afago
não haverá mais mãos pra te acalmar
Quando quiser um abraço
não haverá mais braços pra te esquentar
Quando você me der as costas
Todo esse passado fétido
vai estar bem na tua frente pra te amargar

domingo, 25 de novembro de 2007

Esses dias o meu computador do trabalho pifou. Não sei bem o que aconteceu, mas estranha e repentinamente o monitor começou a adquirir cores estranhas, achatar a tela, comprimir, fazer malabarismos, vender pão, é, uma coisa muito, muito louca mesmo! Não dava pra fazer nada com a minha máquina funcionando mal daquele jeito. Depois de todo mundo olhar, averiguar e examinar o tal do computador chegamos à conclusão de que ele estava com um sério problema: monitor superaquecido. Isso quer dizer que o calor que fazia lá fora do escritório (bem lá fora) veio refletir no meu principal instrumento de trabalho. Achei um absurdo aquele sol todo querer invadir a minha vida assim, daquele jeito, afinal eu estava muito ocupada e não podia perder tempo. Não adianta, as máquinas não funcionam tão bem como antigamente. Mas tudo bem. Trocamos o monitor por um novo e tudo se resolveu. Tudo fica mais fácil quando a gente começa do zero de novo, né?
No dia seguinte, o calor resolveu duplicar sua potência. Foi um típico dia de verão, mas, pra minha infelicidade, eu estava fora do escritório, longe daquele ar-condicionado fresquinho... Que maravilha! Passaria a vida toda lá dentro! Mas eu estava condenada a ficar fora do escritório, debaixo daquele céu azulado e sol estonteante. Tão estonteante que começou a fazer minha cabeça latejar, doer, remexer, chacoalhar. Não dava pra fazer nada com a minha máquina funcionando mal daquele jeito. Depois de um monte de gente olhar, averiguar e examinar a tal da minha cabeça, chegamos à conclusão de que eu estava com um sério problema: cabeça quente, fervendo. Isso quer dizer que o calor que fazia ali fora do escritório (bem ali onde eu estava) veio refletir no meu principal instrumento de trabalho. Achei uma coisa aquele sol todo querer invadir o meu corpo assim. Não adianta, as cabeças não funcionam tão bem como antigamente. Mas tudo bem. Quer dizer, nem tudo tão bem assim. Não conseguimos trocar a minha cabeça por uma nova. Uma pena, porque tudo fica tão mais fácil quando a gente nasce de novo, né?




vanessa? p?

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

1556/07.

Deparei-me hoje com uma notícia que dizia que a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou o o Projeto de Lei 1556/07, que determina que todos os telefones, fixos e celulares, tenham uma tecla de emergência.
O dispositivo funciona da seguinte forma: quando uma pessoa atende um telefonema-falso-sequestro-muito-original, ela pode apertar um botão que gravará a conversa e localizará a chamada, permitindo que a empresa telefônica responsável acione os órgãos de segurança pública.

Isso mostra o quanto nós estamos perdidos e não sabemos que o buraco não é esse. Ele tá mais embaixo...

Mas não, a preferimos acrescentar uma nova tecnologia nos telefones. Porque aí sim resolve.

Meu último texto nesse blog, por ironia, foi sobre um celular de mil reais cuja propaganda tinha a trilha sonora um funk que seria perfeito para divulgar um aparelho com um dispositivo anti-sequestro!

Tá. Mas o buraco ainda não é esse. E ele é grande.

Maior ainda é o buraco que tem na peneira que estamos usando pra tentar tampar o sol.



quinta-feira, 22 de novembro de 2007

O Silêncio

o silêncio é sério, é calmo, é muito, é p o u c o
é cheio, é vago, é f u n d o, é profundo
o silêncio cala, grita, sussurra, s o b r a, falta
seduz, acolhe, separa, a l i v i a, dói
e s c o n d e, demonstra, escapa, estranha, conhece, reconhece
o s i l ê n c i o pode ser bem-vindo ou t e m i d o
e s p e r a d o ou inusitado
confortante ou enlouquecedor
e às vezes é tão n e c e s s á r i o , não é?



juju.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

a palavra é i n t e i r a, é meia, é dupla, é feia, é linda
acaba, começa, machuca, conforta, traduz, confunde
confessa, o c u l t a, junta, separa, ama, odeia
a palavra engana, c o n v e n c e, distorce, confia
canta, e n c a n t a, sonha, apaixona, pensa
escapa, lembra, esquece, fala, esclarece, agradece, ensurdece, enudece
prende, ofende, conquista, se perde
a palavra é tudo e n a d a ao mesmo
tempo
com melodia é canto e com força é grito
com vírgula é meio e com ponto é final



juju.

tem momentos que não são fáceis. são difíceis mesmo.

Eu não fiz macumba pra Angélica.

Cheguei ao meu limite.

Modestiamente,

Mara.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Edí?

Como muitos dos sábios e superantenados leitores desse blog já devem saber, a Nokia adotou a música como carro-chefe de suas campanhas. Aquela coisa toda de “A Música nos Conecta” até que tá dando bem certto. Os últimos números da empresa mostram crescimentos de receita e lucro acima do esperado.

Eu não pude, no entanto, deixar de desviar a atenção da
última peça de TV que a marca veiculou em alguns países, incluindo o Brasil.

O anúncio divulga o lançamento de um aparelho que custa de R$ 780,00 a R$ 1.100,00 nas lojas, tem caixinha de som e o caramba.

Acontece que, ao contrário do que muitos têm achado, a música-tema do comercial não foi feita exclusivamente para o anúncio, como tem acontecido em alguns anúncios, especialmente os de carro. A música já existe. E é de uma banda curitibana de funk-rock-indie-famosa-na-europa, o
Bonde do Rolê (pra quem não conhece, escutem as outras coisas deles pra entenderem o que eu quero dizer com "funk-rock-indie-famosa-na-europa").

A propaganda, no entanto, toca um pequeno pedacinho da letra da música, bem fofinho por sinal, falando que a música contamina tudo e todos.

Eu, afim de atingir mais uma vez o meu objetivo de provocar e encher o saco, vou postar aqui a música em questão inteira (com clipe e tudo!) chamada “Solta o Frango”. E depois vocês me falam o que acham da aplicação da música numa propaganda de um celular de mil reais.



“... antes de dar o edí, eu jurava que era crente.”

carol.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Que sensação louca!

que sensação louca!
felicidade e nostalgia disputavam por um lugar dentro de mim. saudades e dúvida brigavam por um canto no meu coração. E eu ficava lá no meio, sem saber o que sentir e sentindo demais.

estava na hora de deixar tudo para trás. olhar tudo por cima do muro, apreciando a vista do que já passou. lembrando das pedras e flores do caminho e pensando nos próximos buracos da estrada. ainda tinha muita chuva pra tomar e muita cara pra bater.

naquela hora, as boas lembranças tornavam a despedida um pouco mais sofrida, mas sem dúvida memorável e singular.

as lágrimas escorriam pelo rosto, mas sem dor. a cada lágrima sentia o peso de todos os momentos que vivemos. de todas as pessoas que passaram. de todas as alegrias vividas. u m sorriso ameaçava aparecer, também de leve. Só pra me lembrar de que aquela despedida não era pra sempre.
mas que era definitva, isso era!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Om Shanti Om




Respire Fundo.
Sinta o ar quente enchendo seus pulmões.
Imagine um fio de energia que caminha pela sua espinha dorsal enquanto você inspira... expira... a energia sobe... desce...
Feche os olhos e mentalize a calma. Pode ser um lugar, uma pessoa, um sentimento, uma lembrança.
Sinta-se imerso nessa calma. Perceba sua existência e a contemple por um momento. Aproveite este sentimento que vem de dentro de você.
Respire Fundo.
Imagine uma pequena esfera de luz dourada entre seus olhos. Essa esfera circunda todo o seu corpo com uma luz quente e confortável que te faz sentir em paz.
Perceba a proteção e o calor da energia positiva que te circunda. Perceba todos os seus medos e inseguranças do lado de fora.
Inspire... Expire...
Mentalize o seu corpo leve, quase flutuando, enchendo-se de ar juntamente com a sua respiração.
Agora, devagar, retome os movimentos do seu corpo. Comece pelas extremidades, espreguice-se, faça o que seu corpo tiver vontade. Sorria, e sinta o poder que a expressão do seu corpo tem sobre os seus sentimentos.

Encontre uma posição confortável, e declame o mantra:

Om
Saha na vavatu
Saha nau bhunaktu
Saha viryam
Karava vahai
Têjasvina vadhi tamastu ma
Vid visha vahai
Om
Shanti, shanti, shanti
Om

(Tradução)
Que o criador nos proteja
Que tenhamos muita saúde
Que juntos possamos trabalhar e unir as forças para o bem
Que o nosso caminho seja repleto de sabedoria
Que possamos sempre compreender uns aos outros
Om
Paz, paz, paz
Om

Namaste.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Ô menina bonita!

Já te falei que você está me conquistando?
Ainda pouco te conheço, mas já dá pra ter uma noção do que está por vir.

Você é uma pessoa linda. Daquelas que a gente gosta de ter por perto.
Com um olhar simples, uma risada verdadeira e um choro forte.
Do tipo de pessoa que dá vontade de cuidar. Porque você vive tudo demais. Vive muitos extremos.
Não se esqueça que os momentos de tristeza são passageiros e que os sentimentos ruins vão embora, uma hora ou outra. Acredite!
Como diria Chico: “Não se afobe não, que nada é pra já”.
Adoro quando você segura minha mão pra atravessar a rua e pra passar a dor.
Adoro quando fala que gosta de mim e fala a verdade.
Adoro ver como você é espontânea. E às vezes se arrepende por isso. (Mas eu acho ótimo)
Adoro dar risada com você e receber seus telefonemas.
Você é do tipo de pessoa com quem não dá pra ficar bravo. Pelo menos eu nunca consegui. (admito que ainda não tentei nem precisei...)

Guarda essa cartinha no coração, pois veio de quem te quer muito bem e te quer por perto.
beijos

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Sonho de Verão !

Se divertindo na piscina! Paquitos e Paquitas ... Literalmente !!!

http://www.youtube.com/watch?v=pOpGK2onnXY


Hahahahahaha! Muito Bizarro !

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

O Tempo

Hoje eles se sentavam ali, debaixo de um tempo lindo, no jardim de casa. Lembrando dos tempos que passaram, e dos que virão.
Sempre se lembravam com saudade dos tempos que virão. Porque sempre eram melhores do que os que foram.
E eles sabiam que não eram aquelas crianças na piscina que os faziam sentir parte do corpo um do outro. As crianças eram, sim, um pedacinho de cada um, multiplicado pelo tempo até crescer um metro e quinze (por enquanto).
Mas o que os unia era um outro pedacinho. Que já tinha nascido ali dentro, em cada um. Mas teve que esperar um longo tempo para bater.
E eles sabiam que seria para sempre. Mas sempre era pouco tempo para eles - o tempo era sempre pouco.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

o índio e o legista.

Taí. A ciência agindo mais uma vez a favor da ciência, esquecendo dos seres humanos.
Cientistas tailandeses inventaram um óculos para legistas. O aparato ajuda a encontrar pistas de crimes, detectando resquícios de sangue, saliva e outros fluidos corporais em corpos, graças às suas lentes plásticas com nanocristais à base de oxinitreto de índio.

Sim, de índio, mas é o da tabela periódica, não o da aldeia.







Nunca permitiriam que cientistas fizessem pozinho de índio de verdade só pra construir um óculos muito louco (...ou será que permitiriam mas nunca precisaram de pó de índio de verdade?).

Bom, o fato é que se os legistas já são considerados sinistros pela natureza de sua profissão, imagina quando eles forem capazes de identificar restos de sangue, saliva e “outros” fluidos corporais? Tá entendendo?

Tudo bem, a função do óculos é achar substâncias nos cadáveres. Mas coloque-se na situação do legista: você já é um cara considerado estranho. Você ganha óculos mais poderosos que visão de raio laser. Você tem poder de sair identificando fluidos corporais nos outros. O que você faz?
Seja qual for a sua resposta, ela é suja. E eu não gostaria de ser vítima da sua brincadeira com o legista super glasses.

Convoco, portanto, todos a preencherem um abaixo-assinado contra a produção dos tais óculos de nanocristais identificador de fluidos.

E um outro que proíba a produção de pó de índio de verdade.


carol.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Um pouquinho

Hoje ela não queria muito, só um pouquinho. Um pouquinho de papo, um pouquinho de risada e um pouquinho de cama. “Com açúcar, com afeto”.
Suficiente pra acalmar a mente e esquentar a alma. Nada além.
Os últimos dias tinham sido um pouco demais e hoje ela queria menos barulho no coração.
Era um sentimento que não aparecia há muito tempo. Vontade de parar um pouco.
Vontade de deitar, conversar e ouvir a respiração do outro até dormir.
Vontade de acordar sem despertador e de conversar sem telefone.
Vontade de amar sem amarras e de falar sem pudor.
Vontade de falar sem amarras e de amar sem pudor.
Vontade de dormir em paz. Pelo menos um pouquinho.

juju

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Greatest Hits !!!

#1- Do it Do it Do it Do it Do it Do it Do it Weeell !!! (Vai! Até o chão! Levanda! Tapa na bunda! Sai andando com cara de brava safada!)
#2- Gimme Gimme Gimme Gimme Gimme Mooore !!! (Vai! Até o chão! Levanda! Tapa na bunda! Sai andando com cara de brava safada!)
#3- Aiii Beyonce, Beyonce Aiii Shakira, Shakira Aiii Ohhhh Ohhh Ohhhhhhhh, Heeey !!! (Vai! Até o chão! Levanda! Tapa na bunda! Sai andando com cara de brava safada!)
#4- Ela Ela Eh Eh Eh Ela Ela Eh Eh Eh (Vai! Até o chão! Levanda! Tapa na bunda! Sai andando com cara de brava safada!)
#5- Get get get get get get you drunk! My hump my hump my hump! (Vai! Até o chão! Levanda! Tapa na bunda! Sai andando com cara de brava safada!)

Hahahaha !!! Que maravilha !!!
Vocês percebem algum padrão?
Hahaha !!! Ieu goscthu muuictho !!!

Clássico antes da própria Pré Estréia: Tropa de Elite
Segredo que todo mundo já sabe: O Segredo
Mulher pelade do Mês: Mônica Veloso
Revista mais vendida: Veja

Novela das Oito, Fantástico, Faustão !!!

As piadas mais engraçadas são aquelas que tiramos um sarro do nosso próprio presidente que deveria ser a pessoa mais respeitada do país. (E nem chega perto disso)

Esperamos o sábado a noite com todas as forças para enchermos a cara de alcool numa tentativa de sair desse corpo, perder a noção e esquecer um pouco a vida.

Sejam Bem Vindos ao Inferno!!!
Um lugar onde podemos nos divertir com as coisas mais erradas que existem!!!



Pááára o Mundo!!!!

Mas não é preu descer não ...

... A Britney ta meio breaca acho que ela vai vomitar ...


Luca

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Não sei se podia, mas...

Em agradecimento à Van por me deixar dividir as preciosas terças com ela, posto uma pequena homenagem, uma prosa da própria, que me marcou muito:

"Vivo a perambular pelas mesmas ruas que você, mas não no mesmo chão. Porque o mesmo sol que faz aqui faz lá, mas do lado de cá as árvores não me deixam vê-lo." - Vanessa Pugliese

sem querer querendo

Sem querer você já se odiou
Sem querer você já deixou de estudar
Sem querer você já pediu dinheiro emprestado
Sem querer você já jogou comida fora
Sem querer você já chorou
Sem querer você já roubou no truco
Sem querer você já xingou
Sem querer você já dormiu sem escovar os dentes
Sem querer você já bebeu além da conta
Sem querer você já desobedeceu seus pais
Sem querer você já quis que alguém morresse
Sem querer você já falou palavrão
Sem querer você já quis se jogar do décimo andar...


Nessa de não querer nada
A gente vai fazendo tudo ;


É nessa de não querer nada
Que a gente vai querendo tudo
E mais um pouco.




vanessapê

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Até que é simples vai...

Só venha até mim se for verdadeiro
Só me faça um favor se for com um sorriso no rosto
Só me abrace se for forte
Só me esqueça se quiser
Não me prenda
Não minta pra mim
Não tente me mudar
Não desista fácil
Ouça-me, beije-me e sorria bastante
Durma comigo e cante pra mim
Seja gentil, sempre que puder
Mas não deixe de discordar de mim

domingo, 14 de outubro de 2007

Post atrasado, mas necessário.

"Quantas crianças temos que perder para o tráfico para um playboy de merda enrolar um baseado?"

Capitão Nascimento - Tropa de Elite.




carol.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

(estou com calor demais pra pensar num título, então vai só o texto mesmo)

Era mais um daqueles dias abafados e longos, sem nada para fazer e ninguém para encontrar. Eram 4 da tarde quando acabou a luz do prédio. O vento começou a fazer barulho na janela, as portas começaram a bater e seu coração foi aos poucos se acelerando. Era um vento fresco, de chuva forte de verão. O céu foi ficando escuro, e quando ela percebeu, já parecia noite. Ela não agüentava mais ficar em casa. Não tinha nada pra fazer...nem ler, pois já estava escuro demais para isso. Além disso, o barulho da água batendo na janela não deixava ela se concentrar em nada.
Colocou o chinelo e desceu. Sem chaves, sem bolsa, sem guarda-chuva e sem medo. Foi pra rua tomar um banho.
Ela andava bem devagar pela rua vazia. Era tanta chuva, e tão forte, que pouca gente tinha coragem de enfrentá-la. Só que ela não tinha coragem era de sair de lá. Onde ela se sentia acolhida.
Ela sentia que a rua era só dela. Que a chuva era só dela. Toda dela.
Pensava que não havia nada melhor do que uma boa chuva para lavar o suor de seu corpo e a pressa de sua vida. E ainda melhor do que só andar na chuva era chorar na chuva. E ela chorou sorrindo.
Ela sempre foi apaixonada pela chuva mas não sabia direito o porquê. Essas caminhadas sempre lhe deixavam com a alma tranqüila.
Uma vez um desconhecido lhe disse que era porque, na chuva, ela podia chorar suas mágoas, mas com lágrimas alheias. Aquilo nunca mais saiu da sua cabeça e, toda vez que chovia, ela saia de casa para dar uma volta.
Infelizmente não têm chovido muito. E ela tem chorado suas mágoas com as próprias lágrimas. Às vezes é tanto que parece que desbota os olhos. Mas depois passa.

juju

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Puchi-Puchi

"é o nome de um pequeno chaveiro eletrônico que, em apenas oito botões, reproduz fielmente o barulho do plástico-bolha sendo estourado com a ponta dos dedos. Agora, a milenar arte que conduz à alegria e à calma pode ser levada no bolso para qualquer lugar."

- Revista MTV 77

Este é meu presente pra você hoje, Luquinha. O seu próprio e permanente plástico de bolinhas.
Porque a vida não é um saco. É uma bolinha.
Li
Em homenagem à semana, tô de saco cheio.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Vamos parar um pouquinho?
....Que esse mundo tá estragando a gente.

VANESSAP.







sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Nessa vida devia ser obrigado...

Nessa vida, devia ser proibido ser obrigado a ser bonito. Acho que quem se obriga a ser bonito não o é.
Devia ser obrigado a ter um filho, a plantar uma árvore e escrever um livro (mas blog também serve).
Devia ser obrigado a dormir qualquer hora que desse sono e chorar na hora exata que desse vontade.
Devia ser obrigado a falar ‘obrigado’. Mas não por obrigação, por vontade própria.
Devia então ser obrigatório ter vontade própria. Ah, isso sim devia!
Devia ser obrigado assistir a pelo menos uma hora de chuva caindo no vidro. Ou então três horas de observação de céu limpo à noite, pra poder ver umas estrelas descolando do alto.
Nessa vida devia ser proibido pedir desculpas. Hoje, sou da opinião que a gente deve mostrar mais do que dizer.
Devia ser obrigado também a enxergar o ponto de vista dos outros. Não é pra concordar, mas é pra entender, tá?



Nessa vida, devia ser obrigado a se obrigar a ser feliz...



...e nada mais.



carol.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Você pode tirar os pregos mas sem esquecer dos furos

Hoje ela acordou viva.
Acordou surpresa, alegre, beirando o insuportável.
Na verdade quase não dormiu.
Levantou-se para se deparar com um mundo lindamente envolto por tons de laranja ensurdecedores. Como se as partículas houvessem saboreado todas da mesma doçura.
E agora enchessem seus pulmões como que respira com o coração aberto desatado de um nó de muitos anos de distância.
Calou-se apenas porque, não conseguia expressar esse sentimento novo.
Porque o som daquele laranja todo penetrava seus ouvidos e vibrava todo o caminho até o solado dos pés.
Calando sua voz e suspiro como se nunca tivessem inventado tais palavras, por falta de onde pôr.
Voou como num espaço sem limites.
Lugar que ela própria desconhecia dentro de seu corpo.
Mas voou imóvel, num passeio silencioso.
Porque o ar era tão leve que os sons tinham todo o espaço para se fazer. E nem sentiu o sorriso que brotava em seu rosto.


juju

deveria ser obrigatório nessa vida...

Conversar até amanhecer
Amar até doer
Beber até cair
Chorar até dormir
Assistir o pôr do Sol até ficar com frio
Rir até fazer xixi na calça
Fazer sexo até não agüentar mais
Cantar no chuveiro até alguém bater na porta mandando calar a boca
Dormir até ficar com sono de novo
Dançar até suar
Viajar até onde der


e tantas outras coisas.




essa semana eu tenho duas postagens mesmo....não consegui evitar, nem esperar para semana que vem.
mas se o luca pode fazer piada interna, ou posso postar 2 vezes no mesmo dia...rs

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

deveria ser obrigatório nessa vida ...


ócio criativo
horas bem dormidas
gargalhadas doídas
chefes compreensivos
trilhas sonoras
banho de chuva
abraço de mãe
respeito sincero
amizade eterna
grupos de afinidades com mais de treze pessoas



... e muito mais coisas.


Luca.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

deveria ser obrigatório nessa vida...

acordar sorrindo
pensar sentindo
fazer escândalo se arrependendo
chorar esquecendo a vergonha
ordenar ensinando
falar olhando nos olhos
amar respeitando
brigar pedindo desculpas
ser humilde, mas se achando o melhor
chorar rindo
machucar acariciando
dar bafão se orgulhando...



e muito mais coisas.


convido vocês, amigos embaralhados, cada qual com sua respectiva cor, a registrarem nesse mesmo post e durante essa semana, o que vocês acham que deveria ser obrigatório nessa vida.

Vamos fazer disso a receita pra um mundo melhor! \o/


vanessap.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Oito maneiras de perder tempo se divertindo

Hoje ainda é segunda (minha estréia na segunda!), e o(a) senhor(a) tem bastante tempo livre nos seus afazeres. Para matá-lo, eis oito dos melhores jogos da net que já encontrei:

Dice Wars (http://jogos.hex.com.br/jogo/dice-wars/)
Incansável, um joguinho estilo War. Vale a visita ao site dos criadores (GameDesign) tem outros jogos legais também;

Fulfillment (http://homokaasu.org/gasgames/game.gas?27)
Site com vários joguinhos, Fulfillment e Constellation garantem diversão rápida e indolor;

Warbears (http://www.warbears.com/missions.php)
Parece coisa de criança (acho que é mesmo), mas os joguinhos são bem legais. O Puzzle é bem viciante;

Endless War (http://jogos.hex.com.br/jogo/endless-war-3/)
Esse gasta mais tempo, mas é bom uma matança desenfreada para aliviar a tensão;

Shuffle (http://www.shockwave.com/content/shuffle/sis/shuffle.swf)
Flashzito divertido. Bom para jogar um pouquinho;

Flash Pops (http://www2.uol.com.br/flashpops/)
Os dois de filmes são bem legais, é de fuder descobrir todos sem roubar - AVISO: precisa do som!;

Funny Farm (http://shygypsy.com/farm/p.cgi)
Ótima maneira de incrementar o inglês e a lógica. Se alguém quiser colaborar, os comentários tão aí embaixo;

Electrocity (http://www.electrocity.co.nz/)
Muito legal gerenciar essa cidadezinha!

Tá bom pra uma semana! Até pra mais de uma! Sabe um joguinho legal também? Posta aí nos comentários!

Vitão

domingo, 30 de setembro de 2007

Você pode tirar os pregos, mas os furos não.

Hoje ela acordou morta.
Acordou pálida, gélida, beirando o púrpura.
Mas acordou.
Levantou-se apenas para se deparar com um mundo enevoado por tons de cinza enjoados.
Como se as partículas houvessem saboreado todas do mesmo amargor.
E agora enchessem seus pulmões como quem respira pelo umbigo fechado com um nó de muitos anos de distância.
Calou-se apenas porque, se não o fizesse, diferença também não faria.
Porque o ruído daquele cinza todo penetrava seus ouvidos e corroia todo o caminho até o solado dos pés.
Sufocando sua voz e choro como se nunca tivessem inventado tais palavras, por falta de onde pôr.
Caiu como num poço sem profundidade.
Lugar que ela própria desconhecia dentro de seu corpo.
Mas caiu imóvel, num mergulho silencioso.
Porque ar era tão impenetrável que os sons não encontravam espaço para se fazer.
E nem sentiu as lágrimas que não escorriam pelo seu rosto.



sexta-feira, 28 de setembro de 2007

“O que está acontecendo comigo? II”

Quando eu tinha uns 11 anos, a minha mãe me deu um livro chamado “O que está acontecendo comigo?”, que falava sobre as mudanças embaraçosas da puberdade em uma linguagem quase-não-boba.
Esse livro não me ajudou em nada em relação à puberdade, mesmo porque não há muito o que fazer sobre o assunto, mas serviu para me classificar em um grupo, saber que existiam milhares de outros como eu no mundo, e que eu não tava passando sozinha por essa fase estranha.

Hoje me dei conta que estou na
crise dos vinte. E ninguém me deu livrinho...

Serviço de Utilidade Pública:


Os sintomas da crise:

1 - Não saber o que quer. Todo jovem teme não encontrar uma paixão que o inspire, seja trabalho, hobby ou uma pessoa
2 - Os 20 anos não são o que se esperava. Imagina-se que esses serão os anos para conquistar a liberdade e a independência da vida adulta
3 - Ter medo de errar. É típica a insegurança de quem acha que, se falhar uma vez, vai falhar sempre
4 - Não querer deixar a infância para trás
5 - Medo de que as escolhas de hoje afetem o resto da vida. E ser incapaz de mudá-las
6 - Fazer comparações constantemente. O jovem se compara a colegas e se sente menos capaz, acha que todos são melhores que ele

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O que é uma família senão o mais admirável dos governos? Henri Lacordaire

Estou numa fase super família. Só falo disso. Às vezes até me acho meio chata falando deles. Mas não to nem aí. Me aguentem...(por favor, vai!)
Já fazem 4 anos que moro fora da casa do papi e depois de ter conquistado um pouco de independência e autonomia, eu vou voltar. Vou morar com a familhada!
No começo fiquei beeem apreensiva...pensando na liberdade que eu ia perder, nos momentos só meus que agora seriam compartilhados...enfim, dei uma surtada! Mesmo!!
Mas decidi ver por outro lado. Decidi reparar que assim como todas as coisas na vida, essa também tem o seu lado bom.
Chega de fazer supermercado, de lembrar de pagar as contas e de arrumar a casa. Chega de cozinhar pra 1 pessoa e ter que lavar a louça. Chega de comer Miojo e tomar sopinhas Vono.
Não quero mais ter que chamar o técnico para consertar a geladeira ou o fogão. Eles só atendem em horário comercial e eu trabalho em horário comercial. You do the math. Já estou sem internet há uns 4 meses!!
Não quero mais ter que levantar às 3 da madrugada, com 39o de febre, e ir à farmácia comprar remédios pra mim mesma! Quero um pouco colo e canja. Casa, comida e roupa lavada.
Não quero mais a casa vazia. Às vezes é bom ter a casa cheia, ter alguém pra conversar depois de um cheio insuportável no trabalho, alguém pra assistir as Video Cassetadas do Faustão. Até alguém pra encher o saco, senão não teria graça fugir de casa, falar mal dos pais e reclamar da vida. Nem tudo são flores, certo?
Bom, daqui a um mês eu começo a mudança. Depois conto pra vocês quanto tempo eu aguentei! Torçam por mim...

Como sou irmã e madrinha coruja, queria mostrar pra vocês: o último presente que comprei pra minha irmãzinha/ afilhada/ criança mais fofa do mundo/ 3 anos de muita risada/ senhorita chucrute. Babem!!!

http://www.bancadecamisetas.com.br/produtos_descricao.asp?barra=028011000&codigo_categoria=003

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Dúvidas, certezas e sofás


Começo do ano descobri que os sofás da sala da minha casa são os mesmos sofás que eram da casa da minha vó há alguns anos atrás. A estrutura e o esqueleto são os mesmos. Porém agora eles possuem um estofado mais sério e que combina com o resto da sala e com os outros móveis. Antes o estofado era mais alegre, não combinava tanto com a decoração mas era muito mais flexível. Isso mesmo! Flexível. Explico por quê. Hoje esses sofás são como qualquer outro comum sofá no mundo. Eles têm uma rotina. Estão lá fazendo exatamente o que as pessoas querem. Eles têm horários. Hora pra estarem la, arrumados para a hora do jornal. Hora para estarem confortáveis, para a hora da novela e até hora para serem limpados. Mas antes não era assim. Esse conjunto de sofás não podiam ser chamado exatamente de conjunto. A poltrona as vezes era uma nave espacial, a namoradeira era um escorregador e as almofadas do de 3 lugares eram tatâmes de judô. Eles não tinham rotinas. Não estavam sempre lá onde as pessoas realmente esperavam que eles estivessem e a hora que era previsto ou óbvio. Mas sempre realizavam seu dever. A hora do jornal as vezes era visto da nave espacial. O tatâme as vezes servia para assistir novela. E a namoradeira servia ... bom ... para namorar. Honrava o nome! E à qualquer hora! Isso era o mais legal. Essa história, verídica, poderia ter uma grande conclusão e uma moral bem clichê. Mas não vai ter. Eu escolhi o tipo de sofá que eu gosto. Não vou te forçar a escolher o seu. Se você escolheu ou não, não me importo. Você pode escolher do tipo que quiser. Aliás, existem vários outros tipos. É só escolher. Só não me venha encher o meu saco porque eu gosto de um tipo diferente que o teu. O sofá que eu quero, eu vou ter. Você que vá atrás do seu!
Luca

terça-feira, 25 de setembro de 2007

No escuro

No escuro
todo mundo é igualmente nu.
Ninguém tem corpo nem cara nem coroa;
Não tem pé nem cabeça.
Só que o mundo é claro
É evidente.
Então tem um monte de gente
Que acha que é diferente.


vanessap

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

É impossível postar de domingo.

É com muito pesar que deixo aqui minha mais profunda manifestação de revolta contra este santo dia.

Sem mais -

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Na tentativa de ser o que se é

Ontem tive um dia muito pensativo..discuti filosofia, falei sobre amor e sobre morte, sobre as aflições de viver e sobre ser o que se é. Ouvi falarem de Nietszche, Chico Buarque, Spinoza, Freud, Clarice Lispector, Glauber Rocha, Darwin, Marx...Foi um dia longo e bom. Daqueles dias sem trabalho e sem obrigações, onde pensar é mais do que suficiente e é trabalhoso. Aparentemente não fiz nada, mas tive um dia produtivo. Acredite.
Vim compartilhar um pouquinho do que vivi ontem. Quem sabe até ensinar um pouco, não sei. Talvez seja pretensão minha, mas enfim...acho que aprendi bastante ontem. Não sei dizer exatamente o que aprendi, mas é fato que a experiência me mudou. Acho que isso é aprendizado. Deixar que uma situação ou um encontro te faça diferente.
Somos todos seres inacabados, em construção e sempre temos o que aprender. Sempre tem alguma coisa que nos faz mudar, basta recebê-la. Acho que tem muita gente preocupada com o destino e esquecendo que a existência baseia-se na jornada. É durante o caminho que moldamos nossa essência.
É necessário viver a vida intensamente e apropriar-se dela como uma expressão do teu desejo. Como resultado de tudo que já foi. Vivê-la como ela vier. Não se importar com o que acontece com você, mas o que você faz com isso, o que você tira da experiência. Seja digno do que lhe acontece, pois tudo é necessário e não passe para ninguém a responsabilidade por stua tristeza ou seu desencanto.
Descobri que não existe bom e mau. O que existem são bons e maus encontros. Num bom encontro, a sua capacidade de afetar e ser afetado é ampliada. E daí surge um sentimento de alegria. Uma explosão de possibilidade. Aproveita ao máximo cada encontro e receba as mudanças que lhe vierem.
Vamos viver a intensidade do aqui e do agora! Viver a beleza dos encontros. “Arrancar a eternidade de cada dia”, como diria Guimarães Rosa. Afim de ser o que se é. Mesmo sem saber.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Nada de embaralhar e nem dar as cartas hoje.






"Luca,

Preciso que você atualize o relatório de audiência de ** e concorrentes com os dados do NetRatings.
Veja onde está o arquivo e como atualizar.
Temos que enviar hoje até o final do dia.

Valeu."








terça-feira, 18 de setembro de 2007

Hoje eu vou ensinar uma coisa. Se deixarem, vou ensinar mais uma. Depois outra, depois outra. É que ontem eu tive uma experiência que foi um divisor de águas na minha vida. A diretora do jornal que eu trabalho estava fora, então ela pediu que eu, sozinha, assessorasse (?) o diretor de marketing de um jornal internacional que a gente representa, nas reuniões do dia. Detalhe: ele é paquistanês.
Ontem eu aprendi a não superestimar e complicar a vida. Não leve as coisas tão a sério. Não fique preocupado em proferir termos que você nem sabe o significado, mas treine muito bem sua oratória. Fale bem, sem receio, gesticule, seja enérgico e seguro do que você está falando, mesmo que você nem tenha tanta certeza assim. Funciona, eu juro. Todo mundo acredita. Se tiver uma reunião de negócios, não tenha medo. Todo mundo ali é gente como você, é orgânico, carne e osso. Não podem te fazer nada mais do que você faria para eles. Também ninguém tem poderes paranormais, não lê a mente de ninguém. Por isso, pode pensar em querer dar uma dormidinha depois do almoço. Não queria se passar por business man porque você não é. Você é um estagiário, e todo mundo ali sabe disso, não adianta disfarçar. Vai ficar feio. Mas também não fique com cara de adolescente porque você também não é. Se imponha e fale sempre a verdade, seja sincero.
No almoço, não fique o tempo todo conversando sobre a queda das ações da Comissão de Valores Mobiliários do Norte do Mediterrâneo e tal. Fale sobre a comida, sobre filmes brasileiros, sobre coisas que você gosta de fazer. Ou não fale nada disso também, discurse sobre os prós e contras da água com gás. Simplifique as coisas, sorria e seja gentil. Mesmo que você seja mulher ou estagiário, é sua obrigação ser cortês e conversar bem, afinal você já tem pelo menos 20 anos. Almoce bem, mas coma devagar! Aceite o café, se quiser. Não aceite, se não quiser. Aliás, não faça nada que você não queira fazer só porque não tem coragem de dizer não. E também não passe vontade. Se estiver com sede, peça água.
Em suma, não torne as coisas mais difíceis do que elas são. Essa coisa de ficar querendo parecer uma coisa que você não é não dá certo. Haja com naturalidade. Saiba bem do que se trata o assunto que vai ser tratado, guarde os nomes das pessoas a quem você foi apresentado e de onde elas vêm. Não fique sofrendo por antecedência. Na hora você vê o que faz. Seeeempre dá certo, eu garanto, de uma forma ou de outra. Não se subestime, não se ache pior nem melhor do que ninguém. Nunca se sinta um encosto, uma sombra de alguém. Você tem nome, tem cargo, tem responsabilidade, tem obrigações assim como todo mundo ali. Também nunca se culpe se, ainda assim, sentir-se nervoso, preocupado, ansioso, com medo e com complexo de inferioridade. É natural, apesar de todo nosso esforço para isso não acontecer. E o principal: aproveite cada momento do seu dia, cada pessoa, cada dica, cada caso contado, cada experiência. Ainda que no futuro você venha a ter muitos encontros e obrigações desse tipo, cada um é diferente do outro e vai te ensinar muito. Tchau.




VP

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

"Tudo muda.. até bermuda?" ou "Dessa vida só se leva a vida que se levou" ou o mais novo "Geração alienada"

Lia D'Amico - começo de 2001 (14 anos) escreveu:
"Eu penso assim: tudo que está acontecendo só vai acontecer uma vez. O tempo não volta, e cada segundo que passa é um tempo de vida que você perdeu (ou ganhou).
Pra quê deixar esses segundos passarem como momentos ruins? Pra quê se estressar com as coisas? Lógico que temos que perder muito tempo de vida com essas experiências ruins, para poder ganhar outros depois, não cometendo os mesmos erros. Mas há muita gente que não vê que está deixando a vida passar, em vez de aproveita-la.
Tudo que acontece tem um lado bom. Você pode até pensar que não tem, mas é impossível dizer que você não amadurece com as experiências ruins.
Aproveite a vida ao máximo, até a última gota. Dessa vida só se leva a vida que se levou. Faça dos momentos ruins um aprendizado, e dos bons, os melhores da sua vida. Viva cada dia como se fosse o primeiro e o último da sua vida. No fim tudo dá certo. Se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim."

Nota póstuma: E o meu irmão, de 16, me disse hoje que a solução para colocar as crianças na escola é o governo dar uma quantia anual para cada pessoa que nasce (igual a política pró-natalidade da Alemanha), e para acabar com o trânsito o certo seria parar de vender carros.

E fim (ifunomaramim).

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

gimme more.

Há algumas semanas atrás, eu estava no carro, escutando rádio no trânsito, quando começou a tocar mais uma daquelas musiquetas irritantes da Avril Lavigne, uma das que trouxeram pra moça mais um processo de plágio. Não esperei muito pra mudar de estação e assim que troquei, surpresa: a mesma faixa estava tocando na outra emissora. E pior: as músicas das estações estavam sincronizadas de forma que, quando chegava o refrão, eu podia alternar entre as duas rádios sem a música ser interrompida.

Cara de pau radiofônica? Muita.

De fato, não sou obrigada a escutar a rádio, posso muito bem escutar um CD gravado por mim mesma, com as faixas escolhidas a dedo e tal. Mas o problema é que, como disse Lobão certa vez em uma
entrevista, “Por mais modernos que estejamos, com internet, o que faz existir o imaginário no inconsciente da população é o rádio”.

E isso me incomoda. Tenho tido a impressão que as rádios tem um setlist formado por umas 15 músicas, que são tocadas randomicamente durante o dia todo. E esse não é um problema exclusivo das rádios. Com exceção da Internet, que ainda é para poucos no Brasil, temos esse movimento acontecendo em todos os meios: TV, revistas, cinema, jornais e sei-lá-mais-o-quê.

que saco.

“Vocês, com guerra, ditadura, torturas, pessoas sumindo, acham que tão dando de mil em termos de agruras e obstáculos. A minha geração não tem um coronel torturando. Mas tem a Xuxa. O inimigo é cor-de-rosa.”

Lobão

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Tia, deixa eu ir de novo, vai? Deixa!

Sabe quando alguém pega um cílio e vem disputar com você a possibilidade de fazer um pedido? Pois é. Fiz isso ontem e ganhei! (rá! sou muito boa nisso)
Pra dizer a verdade, nunca fui muito de acreditar nessas coisas mas, enfim, não custa nada tentar. Resolvi fazer um pedido que eu sabia que não ia se realizar, mas foi o que me veio na cabeça na hora. e eu adorei!
Eu pedi para que voltasse a ter 4 anos de idade. Imagina que delícia seria... Tudo era tão gostoso e fácil. O mundo era tão mais legal!!
A gente chorava quando caía no chão ou machucava alguma coisa. Ninguém chorava de depressão, desilusão amorosa ou crise existencial.
Não havia nenhum tipo de preocupação com calorias. Alías, não havia nem o conhecimento sobre esse tipo de coisa do além. Meus conhecimentos sobre comida não eram nada vastos. No máximo uma carninha moída e "papa tudinho senão não ganha sobremesa!" (ps: sobremesa era uma das palavras mais mágicas que eu conhecia naquela época)
Tudo o que você vestia ficava bonitinho. Afinal você tinha 4 anos. Até aquela camiseta suja de molho de macarrão e argila ficava linda! Junto com aquele penteado horroroso que sua mãe fazia, ficava melhor ainda. Uma graça!
Você caía toda hora, mas isso era a coisa mais normal do mundo, pra todo mundo. Era só chorar um pouquinho, ganhar um pouco de atenção e pronto: passou! Agora, a maioria das quedas são vergonhosas e resultantes de um noite alcoolizada. E os roxos sempre aparecem no dia seguinte...
Ser criança era muito bom. Se você ficasse muito trsite, era só tomar um toddynho ou um danoninho que tudo melhorava. Quem dera fosse assim ainda, assim nós, adultos, não gastaríamos tanto dinheiro em terapia, antidepressivos, baladas, bebidas e afins.
Por falar em dinheiro, tá aí uma coisa que só servia pra brincar de lojinha. E nem precisava de muitos dinheiros. Só umas moedinhas já eram suficiente para comprar qualquer coisa.
Naquela época, a sua única obrigação era ir pra escolinha. E isso significava encontrar os seus amiguinhos, fazer desenhos, brincar e se sujar muito, tomar um lanchinho gostoso e tirar uma sonequinha melhor ainda.
Era bom não ter nenhuma preocupação com o futuro. A não ser que tivesse marcada uma ida ao zoológico no dia seguinte. Aí vc se preocupava com o futuro. Também, né! Hellôo!! Nada é mais importante do que ir ao zoológico!! Sabe? Eu tenho minhas prioridades!!

Enfim, sei que meu pedido não vai ser realizar, mas achei gostoso brincar de imaginar...

beijotchau =)

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

a fechadura, a pedra, ou qualquer coisa que não te leve aonde você não quer chegar

Ontem eu acordei meio mal. Acho que é a rotina. Acordei com muito, muito sono, inchado, remelento, eca. Um lixo. Não fui tomar banho e tal. Aliás, foi tudo tão por osmose que eu só me toquei que eu não tomei banho agora, escrevendo aqui. Foi normal. Foi automático, como minha vida ultimamente tem sido full time. Todos os dias eu boto os despertadores pra tocar e fico só no “soneca” dos aparelhos ...é um saco, porque você sempre pensa que são só 20 minutinhos, mas quando vê os 20 minutinhos já se transformaram em muitos minutões e você perdeu a hora. Depois de perder hora e não tomar banho, vou tomar café. Às vezes dá preguiça de tomar café ou não dá tempo, mas eu como porque sei que estou com fome. Aí vem o arroz-com-feijão de novo...digo, o copo de café com leite, a fatia de pão com mantega, e nenhuma fruta. Every-single-day. Acho que é a rotina. Aí vou pro trabalho, que é assim: de manhã tenho uma obrigação que nunca é igual aos outros dias. Então, todas as manhãs eu nunca faço a mesma coisa (E não venha com papo de "é bom que vc aprende", pq eu nunca sei o que estou fazendo, faço do jeito que acho que é, e nunca aprendo). Aí tem o almoço: arroz, bife e batata frita. Every-single-day. Às vezes eu vou em um almoço/reunião com os chefes, pra variar um pouco. Mas a comida é sempre a mesma, impressionante. Acho que é a rotina. De tarde não muda nada: o trabalho depende da necessidade ... dos outros, ou seja, não tenho uma obrigação pré-definida. Nem tento resistir ao café. Bebo água, café e chá. Bebo mais um pouco pra passar o tempo. Quando vi, bebi alguns litros e dai sim eu resisto com preguiça de ir ao banheiro. Também olho no relógio de cinco em cinco. Às vezes até de dois em dois. Ás vezes de um em um. E ás vezes constantemente. Deveria ter relógio com segundos no computador. Alguém sabe como coloca? Quando chega 18 horas...ah, delícia! Já me sinto fora do expediente. Hahahaa, todo mundo já sabe! Aí começa a contagem regressiva. Sei que não sou só eu que é assim! Quando dá 18:50h, pronto, acabou! Nem escovo os dentes (precisa?), arrumar minha mesa e desligar o computador, quem dirá que há tempo de trabalhar mais um pouquinho! Aí pego o carro (o mesmo de sempre), depois de meia hora to em casa. Aí como alguma coisa, me troco e vou pra frente do computador ... de novo! Fico lá até cansar, tomo banho, vejo alguma coisa na TV e vou dormir. Aí acaba. Quer dizer, aí que começa tudo de novo. Ai, mas o mal-estar continua, viu. Alguém tem alguma receita pra bolo de fubá? Não? E lasanha quatro queijos? Não? E da felicidade? Eba! Me passa por email ... pode ser o do trabalho mesmo ... ... ... hunf ...



lucassap.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

a chave, o caminho, ou qualquer coisa que te leve aonde você quer chegar

Hoje eu acordei meio mal. Acho que é a rotina. Acordei com muito, muito sono, inchada, gorda, eca. Um caco. Fui tomar banho e tal. Aliás, foi tudo tão por osmose que eu só me toquei que eu tomei banho agora, escrevendo aqui. Foi estranho. Foi automático, como minha vida ultimamente tem sido full time. Todos os dias eu boto o despertador pra tocar e fico só no “soneca” do celular...é um saco, porque você sempre pensa que são só 5 minutinhos, mas quando vê os 5 minutinhos já se transformaram em muitos minutões e você perdeu a hora.
Depois de perder hora e tomar banho, vou tomar café. Às vezes dá preguiça de tomar café ou não dá tempo, mas eu como porque sei que é importante. Aí vem o arroz-com-feijão de novo...digo, o copo de leite desnatado, a fatia de pão, a fruta. Every-single-day. Acho que é a rotina. Aí vou pro trabalho, que é assim: de manhã tenho uma obrigação que é igual todos os dias. Então, todas as manhãs eu faço a mesma coisa. Aí tem o almoço: arroz, frango ou peixe e salada. Every-single-day. Às vezes eu mudo de restaurante, pra variar um pouco. Mas a comida é sempre a mesma, impressionante. Acho que é a rotina. De tarde muda um pouco: o trabalho depende da necessidade, ou seja, não tem uma obrigação pré-definida. Fico resistindo ao café. Bebo água. Bebo mais um pouco pra passar o tempo. Quando vi, bebi alguns litros e to indo no banheiro de cinco em cinco. Também olho no relógio de cinco em cinco. Às vezes até de dois em dois. Não deveria ter relógio no computador. Alguém sabe como esconde?
Quando chega 17 horas...ah, delícia! Já me sinto fora do expediente. Hahahaa, que ninguém descubra isso! Aí começa a contagem regressiva. Será que só eu sou assim? Quando dá 17:50h, pronto, acabou! Mal dá tempo de escovar os dentes, arrumar minha mesa e desligar o computador, quem dirá que há tempo de trabalhar mais um pouquinho! Aí pego o ônibus (o mesmo de sempre), depois de uma hora to em casa. Aí como alguma coisa, me troco e vou pra academia. Fico lá até cansar, volto, tomo banho, faço alguma coisa no computador e vou dormir. Aí acaba. Quer dizer, aí que começa tudo de novo. Ai, mas o mal-estar continua, viu. Alguém tem alguma receita pra retenção de líquido? Não? E pra retenção de felicidade?



vanessap.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Despedida dos 20 anos.

Eu sempre adorei fazer aniversário. Na minha casa, sempre existiu uma tradição: quando é seu aniversário ninguém pode brigar com você e todos da família viram meio que seus ‘escravos’. É um dia de alegria que começa com café na cama, beijos, abraços e muitos sorrisos. Nunca dei tanta importância aos presentes, mas sim a atenção que recebia naquele dia. 10 de setembro era o MEU dia.
Essa data sempre gerou muitos questionamentos e reflexões. No momento estou me sentindo um pouco nostálgica, meio saudosista, pensando no passado. Comecei a olhar pra trás e a lembrar do caminho que me trouxe até aqui. Das pedras e flores da estrada. Das trilhas sonoras, dos abraços, das fotos, das quedas, dos porres, dos beijos e dos erros. Resolvi colocar no papel algumas coisinhas que aprendi até agora. Aprendi:
- que muitas vezes ser gentil é mais importante do que estar certo
- que não importa quanta seriedade a vida exija de você, todo mundo precisa gargalhar de vez em quando
- que algumas vezes tudo o que precisamos é de colo
-que são pequenos acontecimentos que tornam a vida extraordinária
- que ignorar os fatos não os altera
- que não posso mudar o acontece, mas posso escolher o que fazer a respeito
- que o mínimo que posso fazer é ter pensamento positivo
- que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu
- que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso
- que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar a aparência
- que ninguém é perfeito
- que quanto menos tempo eu tenho, mais coisas eu consigo fazer
- que todo mundo tem um lado bom e um lado ruim
- que devo me cercar de pessoas que me querem bem
- que sentir saudades é uma chance de viver de novo
- que as coisas são mais simples do que imaginamos e mais complicadas do que gostaríamos que fossem

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Caixa Mágica


Ontem estava estacionando o carro no subsolo do meu prédio quando observei outro carro entrar no estacionamento. Sai do meu carro e fui para o hall. O elevador chegou e pensei se deveria esperar a pessoa que tinha acabado de chegar para subir ou entrar correndo no elevador e subir pro meu apartamento sozinho. 3 segundos de dúvida cruel e resolvi esperar. Quase um minuto depois entra no hall um senhor de idade, olha para mim e me agradece por ter esperado. Entramos na caixa mágica, eu apartei o 10º e ele o 7º e em silêncio fiquei olhando para o chão. Se minha cabeça não estava milhões e milhões de kilometros dali seria um silêncio constrangedor, mas estava com o pensamento longe, bem longe. Foi quando o senhor olhou para mim e apontou para minhas mãos e falou "Esse que você tem é muito legal." Dai percebi que estava com a chave do carro na mão, furando um plástico qualquer. Eu parei, olhei para ele e ele falou: "Ah! Pensei que fosse aquele de bolhinhas". Entendi do que ele estava falando e respondi "É né? Aquele é muito legal. Queria um daquele." O Senhor respondeu "É, mas se você não tem, vale brincar com esse mesmo né?". Eu dei uma risada e concordei. Alguns segundos depois chegamos no 7º andar, ele abriu a porta saiu do elevador virou para mim, abaixou a cabeça, dobrou um pouco os joelhos, levantou a mão, que não segurava a porta, e falou " Que você encontre teu plástico de bolhinhas. Não desiste não." Respondi com um sorriso e desejei uma boa noite. Não sei porque mas por um momento todas aqueles pensamentos que estavam rodando na minha cabeça quando entrei no elevador fizeram sentido. Poderia fazer varias interpretações dessa história, que é veridica, mas não vou. Só queria compartilhar com vocês. Sem segundas intenções e sem moral da história. Que vocês, meus amigos queridos, tenham um ótimo feriado e que encontrem o plástico de bolhinhas de vocês!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Ora intransigente, ora transitiva. Sem querer e de propósito, respectivamente. Definitivamente indefinida. Indubitavelmente libriana. Ou não.


Juntar gotinhas de chuva com o dedo,
quando o sol acabou de nascer e tudo fica meio amarelo,
brincar com fotos de longa exposição à noite,
ganhar lembrancinhas, queimar palitos de fósforo,
os desenhos que se formam na madeira, cheirar flores,
usar palavras bregas, fazer piada com um único olhar,
quando o silêncio faz barulho depois da balada,
quando a lua está enorme e amarela, ou bem fininha,
números de telefone divertidos, me alongar,
festa da faculdade quando vai todo mundo,
assistir formiguinhas trabalhando, portas giratórias,
apertar objetos emborrachados, procurar desenhos na lua,
e estrelas cadentes, conhecer palavras novas,
rir de mim mesma, cheiro de cáfé e de milho verde,
poder ver os raios de sol passando no meio das nuvens,
tomar sorvete dentro da piscina e sentir descer gelado,
receber uma ligação de alguém querendo me ver,
coisas que mexem no ritmo da música, fazer cafuné,
falar bom dia, postar no blog e ter muitos comentários,
sol no domingo, ir ao parque quando está sol no domingo,
sentir cheiro de chuva, cheiro de terra, de grama,
abraços apertados e deixar a areia lisinha com os pés.

Nos veremos aos domingos.
Espero que gostem de mim tanto quanto eu. Ou não.

Lia

domingo, 2 de setembro de 2007

Na boa, não acho o Pitbull uma raça mais violenta que as outras.

Só que o ataque de Pinschers não dá notícia.





E fazer o quê? Tsc, tsc.

E a pseudo-pílula poética, claro:

"Belo dia
João-de-Barro faz sua casa
e o estilingue
do lar faz um túmulo"

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

brinquedos com chumbo podem matar.


Barbie-rella by Priscilla Bracks 2007
Da coleção
Baghdad Barbie in the Cradle of Civilisation.


É arte, mas poderia ser a campanha de recall da Mattel.


carol.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

bilhete breve

Você sempre soube que mexe comigo. De um jeito que ninguém mais faz. Com carinho e paixão. Com beijo, conforto e conversa.
Me segura e vê se não larga, só um pouquinho. Só enquanto eu me não aguento só.
Com você eu não preciso de muita coisa. Não precisa ligar no dia seguinte. Só precisa estar agora. Não quero andar de mãos dadas por aí, nem quero que me ligue a toda hora. Só quero ouvir sua voz e me sentir em casa.

Com você não existem amarras nem obrigações. É tudo meio nosso e só. Não interessa pra ninguém. Nem tem porquê.
É um sentimento muito bom esse de saber que alguém gosta de você e ponto. Sem precisar de rótulos, cobranças ou nomenclaturas. Era um sentimento poderoso, podia fazer com ele o que eu quisesse.
Por isso ciúmes é uma palavra que passa longe. Bem longe do conforto e da calma de existir perto de você. E é perto mesmo, não é com você nem para ou por você. É perto. Só pra não sentir muitas saudades.
E vê se não fica muito longe tá?
Se me quiser, sabe onde me encontrar.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

E você?


Sinto falta de andar de carro lotado de amigos, nas Férias, numa terça qualquer, de madrugada, e ficar dando voltas no mesmo quarterão, milhões de vezes seguidas, só pra passar na frente do guardinha da rua e todo mundo cumprimentar: "Seu Joãããão!", e rir de uma coisa tão idiota com meus amigos e que parecia ser a coisa mais engraçada do mundo. E em cada volta a gargalhada era melhor ainda. Como eu ia imaginar que aquilo era o que eu iria sentir falta um dia?
Ainda quero me divertir muito com meu filho, no quintal verde e grande de casa, num domingo a tarde e tirar várias fotos, pra lembrar de quando ele era pequinininho e era muito fácil agrada-lo. A melhor foto vai pro porta-retrato, com nós dois rindo, e ficará pra sempre na sala de estar.
Tenho medo de cada vez mais, a medida que envelheço, perder amigos e me limitar a poucos, ficar muito rabugento a ponto de perder o humor, ter problemas graves de saúde que encadeie a minha infelicidade e das pessoas que de mim gostam.
Fico muito feliz em saber que minha mãe morre de orgulho de mim, meu pai quer ser meu melhor amigo, meus primos, mesmo longes, me amam incondicionalmente, e minha namorada morre de saudades de mim quando fico longe.
Tô em falta com a minha vó, deveria ligar mais pra ela. Também tô em falta com os médicos pra um check up geral, com scraps no Orkut, com algum tipo de esporte, arrumar meu armário, falar coisas que já deveria ter falado e fazer coisas que já deveria ter feito.
Eu fantasio, e provavelmente sempre vou fantasiar, a balada perfeita. Pra mim sempre vai ser muito loco, muito legal. Na maioria das vezes nunca é. Mas não me arrependo. Acho que um dos meus pontos positivos é exatamente esse. Fantasiar baladas perfeitas. Companhia ideal. Música perfeita. Bebidas variadas.
Sou realista quando, agora, depois de mais de duas décadas, vejo que meus sonhos de criança nunca vão se realizar. Ser um Rock Star. Nunca quis ser um astronauta ou jogador de futebol. Queria ser um Rock Star! Deve ser por isso que continuo fantasiando as baladas perfeitas. Sonhava em saber lutar muito bem alguma arte marcial. Não chego nem perto hoje. Não desejava ser tão rico, quando menino, mas queria ter dinheiro suficiente pra não trabalhar que nem um condenado como meu pai fazia, e ainda faz.
É ... Sonhos perdidos, boas lembranças.
Meu maior arrependimento é de ter me permitido a ter vícios. E um dos menores é de ter comprado briga dos outros.
Não me arrependo da minha primeira bebedeira, de ter mentido pros meus pais que quebrei a perna, só pra não ir na aula e de ter um grande conhecimento sobre a cultura pop inútil.
Odeio, as vezes, a boa educação que foi me dada. Odeio, as vezes, minha enorme vontade de agradar os outros, ou pelo menos não chatea -las, ou atrapalha-las. Odeio falta de noção. Odeio quem acha que o umbigo é o centro do mundo. Odeio ser sempre o melhor amigo, e nunca o protagonista. Eu odeio pouco, pouco mesmo. Mas odeio intensamente.
Amo um humor apurado. Sofá. Batata Frita. Acho que odeio mais intensamente do que amo. Mas amo mais do que odeio. Amo muito.

Sinto falta de ainda querer ter medo de ficar feliz em estar em falta de fantasiar ou ser realista. Sonhos perdidos, boas lembranças. Meu maior arrependimento é um dos menores. Não me arrependo de odiar. Mas amo muito. E você?

domingo, 26 de agosto de 2007

Pseudopoesia concreta

Já que estou postando meio sonolento, nada melhor que uma tentativa de poesia que tange o reino de Morfeu.

Estou dormindo
Não me acorde
Estoudormindo
Nãomeacorde
Eutedomino
Nomedacor
Toudom
Meacode
Mudo.
Acordei.

E o projeto tá ok já, só falta escanear.