quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Tia, deixa eu ir de novo, vai? Deixa!

Sabe quando alguém pega um cílio e vem disputar com você a possibilidade de fazer um pedido? Pois é. Fiz isso ontem e ganhei! (rá! sou muito boa nisso)
Pra dizer a verdade, nunca fui muito de acreditar nessas coisas mas, enfim, não custa nada tentar. Resolvi fazer um pedido que eu sabia que não ia se realizar, mas foi o que me veio na cabeça na hora. e eu adorei!
Eu pedi para que voltasse a ter 4 anos de idade. Imagina que delícia seria... Tudo era tão gostoso e fácil. O mundo era tão mais legal!!
A gente chorava quando caía no chão ou machucava alguma coisa. Ninguém chorava de depressão, desilusão amorosa ou crise existencial.
Não havia nenhum tipo de preocupação com calorias. Alías, não havia nem o conhecimento sobre esse tipo de coisa do além. Meus conhecimentos sobre comida não eram nada vastos. No máximo uma carninha moída e "papa tudinho senão não ganha sobremesa!" (ps: sobremesa era uma das palavras mais mágicas que eu conhecia naquela época)
Tudo o que você vestia ficava bonitinho. Afinal você tinha 4 anos. Até aquela camiseta suja de molho de macarrão e argila ficava linda! Junto com aquele penteado horroroso que sua mãe fazia, ficava melhor ainda. Uma graça!
Você caía toda hora, mas isso era a coisa mais normal do mundo, pra todo mundo. Era só chorar um pouquinho, ganhar um pouco de atenção e pronto: passou! Agora, a maioria das quedas são vergonhosas e resultantes de um noite alcoolizada. E os roxos sempre aparecem no dia seguinte...
Ser criança era muito bom. Se você ficasse muito trsite, era só tomar um toddynho ou um danoninho que tudo melhorava. Quem dera fosse assim ainda, assim nós, adultos, não gastaríamos tanto dinheiro em terapia, antidepressivos, baladas, bebidas e afins.
Por falar em dinheiro, tá aí uma coisa que só servia pra brincar de lojinha. E nem precisava de muitos dinheiros. Só umas moedinhas já eram suficiente para comprar qualquer coisa.
Naquela época, a sua única obrigação era ir pra escolinha. E isso significava encontrar os seus amiguinhos, fazer desenhos, brincar e se sujar muito, tomar um lanchinho gostoso e tirar uma sonequinha melhor ainda.
Era bom não ter nenhuma preocupação com o futuro. A não ser que tivesse marcada uma ida ao zoológico no dia seguinte. Aí vc se preocupava com o futuro. Também, né! Hellôo!! Nada é mais importante do que ir ao zoológico!! Sabe? Eu tenho minhas prioridades!!

Enfim, sei que meu pedido não vai ser realizar, mas achei gostoso brincar de imaginar...

beijotchau =)

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

a fechadura, a pedra, ou qualquer coisa que não te leve aonde você não quer chegar

Ontem eu acordei meio mal. Acho que é a rotina. Acordei com muito, muito sono, inchado, remelento, eca. Um lixo. Não fui tomar banho e tal. Aliás, foi tudo tão por osmose que eu só me toquei que eu não tomei banho agora, escrevendo aqui. Foi normal. Foi automático, como minha vida ultimamente tem sido full time. Todos os dias eu boto os despertadores pra tocar e fico só no “soneca” dos aparelhos ...é um saco, porque você sempre pensa que são só 20 minutinhos, mas quando vê os 20 minutinhos já se transformaram em muitos minutões e você perdeu a hora. Depois de perder hora e não tomar banho, vou tomar café. Às vezes dá preguiça de tomar café ou não dá tempo, mas eu como porque sei que estou com fome. Aí vem o arroz-com-feijão de novo...digo, o copo de café com leite, a fatia de pão com mantega, e nenhuma fruta. Every-single-day. Acho que é a rotina. Aí vou pro trabalho, que é assim: de manhã tenho uma obrigação que nunca é igual aos outros dias. Então, todas as manhãs eu nunca faço a mesma coisa (E não venha com papo de "é bom que vc aprende", pq eu nunca sei o que estou fazendo, faço do jeito que acho que é, e nunca aprendo). Aí tem o almoço: arroz, bife e batata frita. Every-single-day. Às vezes eu vou em um almoço/reunião com os chefes, pra variar um pouco. Mas a comida é sempre a mesma, impressionante. Acho que é a rotina. De tarde não muda nada: o trabalho depende da necessidade ... dos outros, ou seja, não tenho uma obrigação pré-definida. Nem tento resistir ao café. Bebo água, café e chá. Bebo mais um pouco pra passar o tempo. Quando vi, bebi alguns litros e dai sim eu resisto com preguiça de ir ao banheiro. Também olho no relógio de cinco em cinco. Às vezes até de dois em dois. Ás vezes de um em um. E ás vezes constantemente. Deveria ter relógio com segundos no computador. Alguém sabe como coloca? Quando chega 18 horas...ah, delícia! Já me sinto fora do expediente. Hahahaa, todo mundo já sabe! Aí começa a contagem regressiva. Sei que não sou só eu que é assim! Quando dá 18:50h, pronto, acabou! Nem escovo os dentes (precisa?), arrumar minha mesa e desligar o computador, quem dirá que há tempo de trabalhar mais um pouquinho! Aí pego o carro (o mesmo de sempre), depois de meia hora to em casa. Aí como alguma coisa, me troco e vou pra frente do computador ... de novo! Fico lá até cansar, tomo banho, vejo alguma coisa na TV e vou dormir. Aí acaba. Quer dizer, aí que começa tudo de novo. Ai, mas o mal-estar continua, viu. Alguém tem alguma receita pra bolo de fubá? Não? E lasanha quatro queijos? Não? E da felicidade? Eba! Me passa por email ... pode ser o do trabalho mesmo ... ... ... hunf ...



lucassap.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

a chave, o caminho, ou qualquer coisa que te leve aonde você quer chegar

Hoje eu acordei meio mal. Acho que é a rotina. Acordei com muito, muito sono, inchada, gorda, eca. Um caco. Fui tomar banho e tal. Aliás, foi tudo tão por osmose que eu só me toquei que eu tomei banho agora, escrevendo aqui. Foi estranho. Foi automático, como minha vida ultimamente tem sido full time. Todos os dias eu boto o despertador pra tocar e fico só no “soneca” do celular...é um saco, porque você sempre pensa que são só 5 minutinhos, mas quando vê os 5 minutinhos já se transformaram em muitos minutões e você perdeu a hora.
Depois de perder hora e tomar banho, vou tomar café. Às vezes dá preguiça de tomar café ou não dá tempo, mas eu como porque sei que é importante. Aí vem o arroz-com-feijão de novo...digo, o copo de leite desnatado, a fatia de pão, a fruta. Every-single-day. Acho que é a rotina. Aí vou pro trabalho, que é assim: de manhã tenho uma obrigação que é igual todos os dias. Então, todas as manhãs eu faço a mesma coisa. Aí tem o almoço: arroz, frango ou peixe e salada. Every-single-day. Às vezes eu mudo de restaurante, pra variar um pouco. Mas a comida é sempre a mesma, impressionante. Acho que é a rotina. De tarde muda um pouco: o trabalho depende da necessidade, ou seja, não tem uma obrigação pré-definida. Fico resistindo ao café. Bebo água. Bebo mais um pouco pra passar o tempo. Quando vi, bebi alguns litros e to indo no banheiro de cinco em cinco. Também olho no relógio de cinco em cinco. Às vezes até de dois em dois. Não deveria ter relógio no computador. Alguém sabe como esconde?
Quando chega 17 horas...ah, delícia! Já me sinto fora do expediente. Hahahaa, que ninguém descubra isso! Aí começa a contagem regressiva. Será que só eu sou assim? Quando dá 17:50h, pronto, acabou! Mal dá tempo de escovar os dentes, arrumar minha mesa e desligar o computador, quem dirá que há tempo de trabalhar mais um pouquinho! Aí pego o ônibus (o mesmo de sempre), depois de uma hora to em casa. Aí como alguma coisa, me troco e vou pra academia. Fico lá até cansar, volto, tomo banho, faço alguma coisa no computador e vou dormir. Aí acaba. Quer dizer, aí que começa tudo de novo. Ai, mas o mal-estar continua, viu. Alguém tem alguma receita pra retenção de líquido? Não? E pra retenção de felicidade?



vanessap.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Despedida dos 20 anos.

Eu sempre adorei fazer aniversário. Na minha casa, sempre existiu uma tradição: quando é seu aniversário ninguém pode brigar com você e todos da família viram meio que seus ‘escravos’. É um dia de alegria que começa com café na cama, beijos, abraços e muitos sorrisos. Nunca dei tanta importância aos presentes, mas sim a atenção que recebia naquele dia. 10 de setembro era o MEU dia.
Essa data sempre gerou muitos questionamentos e reflexões. No momento estou me sentindo um pouco nostálgica, meio saudosista, pensando no passado. Comecei a olhar pra trás e a lembrar do caminho que me trouxe até aqui. Das pedras e flores da estrada. Das trilhas sonoras, dos abraços, das fotos, das quedas, dos porres, dos beijos e dos erros. Resolvi colocar no papel algumas coisinhas que aprendi até agora. Aprendi:
- que muitas vezes ser gentil é mais importante do que estar certo
- que não importa quanta seriedade a vida exija de você, todo mundo precisa gargalhar de vez em quando
- que algumas vezes tudo o que precisamos é de colo
-que são pequenos acontecimentos que tornam a vida extraordinária
- que ignorar os fatos não os altera
- que não posso mudar o acontece, mas posso escolher o que fazer a respeito
- que o mínimo que posso fazer é ter pensamento positivo
- que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu
- que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso
- que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar a aparência
- que ninguém é perfeito
- que quanto menos tempo eu tenho, mais coisas eu consigo fazer
- que todo mundo tem um lado bom e um lado ruim
- que devo me cercar de pessoas que me querem bem
- que sentir saudades é uma chance de viver de novo
- que as coisas são mais simples do que imaginamos e mais complicadas do que gostaríamos que fossem

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Caixa Mágica


Ontem estava estacionando o carro no subsolo do meu prédio quando observei outro carro entrar no estacionamento. Sai do meu carro e fui para o hall. O elevador chegou e pensei se deveria esperar a pessoa que tinha acabado de chegar para subir ou entrar correndo no elevador e subir pro meu apartamento sozinho. 3 segundos de dúvida cruel e resolvi esperar. Quase um minuto depois entra no hall um senhor de idade, olha para mim e me agradece por ter esperado. Entramos na caixa mágica, eu apartei o 10º e ele o 7º e em silêncio fiquei olhando para o chão. Se minha cabeça não estava milhões e milhões de kilometros dali seria um silêncio constrangedor, mas estava com o pensamento longe, bem longe. Foi quando o senhor olhou para mim e apontou para minhas mãos e falou "Esse que você tem é muito legal." Dai percebi que estava com a chave do carro na mão, furando um plástico qualquer. Eu parei, olhei para ele e ele falou: "Ah! Pensei que fosse aquele de bolhinhas". Entendi do que ele estava falando e respondi "É né? Aquele é muito legal. Queria um daquele." O Senhor respondeu "É, mas se você não tem, vale brincar com esse mesmo né?". Eu dei uma risada e concordei. Alguns segundos depois chegamos no 7º andar, ele abriu a porta saiu do elevador virou para mim, abaixou a cabeça, dobrou um pouco os joelhos, levantou a mão, que não segurava a porta, e falou " Que você encontre teu plástico de bolhinhas. Não desiste não." Respondi com um sorriso e desejei uma boa noite. Não sei porque mas por um momento todas aqueles pensamentos que estavam rodando na minha cabeça quando entrei no elevador fizeram sentido. Poderia fazer varias interpretações dessa história, que é veridica, mas não vou. Só queria compartilhar com vocês. Sem segundas intenções e sem moral da história. Que vocês, meus amigos queridos, tenham um ótimo feriado e que encontrem o plástico de bolhinhas de vocês!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Ora intransigente, ora transitiva. Sem querer e de propósito, respectivamente. Definitivamente indefinida. Indubitavelmente libriana. Ou não.


Juntar gotinhas de chuva com o dedo,
quando o sol acabou de nascer e tudo fica meio amarelo,
brincar com fotos de longa exposição à noite,
ganhar lembrancinhas, queimar palitos de fósforo,
os desenhos que se formam na madeira, cheirar flores,
usar palavras bregas, fazer piada com um único olhar,
quando o silêncio faz barulho depois da balada,
quando a lua está enorme e amarela, ou bem fininha,
números de telefone divertidos, me alongar,
festa da faculdade quando vai todo mundo,
assistir formiguinhas trabalhando, portas giratórias,
apertar objetos emborrachados, procurar desenhos na lua,
e estrelas cadentes, conhecer palavras novas,
rir de mim mesma, cheiro de cáfé e de milho verde,
poder ver os raios de sol passando no meio das nuvens,
tomar sorvete dentro da piscina e sentir descer gelado,
receber uma ligação de alguém querendo me ver,
coisas que mexem no ritmo da música, fazer cafuné,
falar bom dia, postar no blog e ter muitos comentários,
sol no domingo, ir ao parque quando está sol no domingo,
sentir cheiro de chuva, cheiro de terra, de grama,
abraços apertados e deixar a areia lisinha com os pés.

Nos veremos aos domingos.
Espero que gostem de mim tanto quanto eu. Ou não.

Lia

domingo, 2 de setembro de 2007

Na boa, não acho o Pitbull uma raça mais violenta que as outras.

Só que o ataque de Pinschers não dá notícia.





E fazer o quê? Tsc, tsc.

E a pseudo-pílula poética, claro:

"Belo dia
João-de-Barro faz sua casa
e o estilingue
do lar faz um túmulo"