É com muito pesar que deixo aqui minha mais profunda manifestação de revolta contra este santo dia.
Sem mais -
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Na tentativa de ser o que se é
Ontem tive um dia muito pensativo..discuti filosofia, falei sobre amor e sobre morte, sobre as aflições de viver e sobre ser o que se é. Ouvi falarem de Nietszche, Chico Buarque, Spinoza, Freud, Clarice Lispector, Glauber Rocha, Darwin, Marx...Foi um dia longo e bom. Daqueles dias sem trabalho e sem obrigações, onde pensar é mais do que suficiente e é trabalhoso. Aparentemente não fiz nada, mas tive um dia produtivo. Acredite.
Vim compartilhar um pouquinho do que vivi ontem. Quem sabe até ensinar um pouco, não sei. Talvez seja pretensão minha, mas enfim...acho que aprendi bastante ontem. Não sei dizer exatamente o que aprendi, mas é fato que a experiência me mudou. Acho que isso é aprendizado. Deixar que uma situação ou um encontro te faça diferente.
Somos todos seres inacabados, em construção e sempre temos o que aprender. Sempre tem alguma coisa que nos faz mudar, basta recebê-la. Acho que tem muita gente preocupada com o destino e esquecendo que a existência baseia-se na jornada. É durante o caminho que moldamos nossa essência.
Vim compartilhar um pouquinho do que vivi ontem. Quem sabe até ensinar um pouco, não sei. Talvez seja pretensão minha, mas enfim...acho que aprendi bastante ontem. Não sei dizer exatamente o que aprendi, mas é fato que a experiência me mudou. Acho que isso é aprendizado. Deixar que uma situação ou um encontro te faça diferente.
Somos todos seres inacabados, em construção e sempre temos o que aprender. Sempre tem alguma coisa que nos faz mudar, basta recebê-la. Acho que tem muita gente preocupada com o destino e esquecendo que a existência baseia-se na jornada. É durante o caminho que moldamos nossa essência.
É necessário viver a vida intensamente e apropriar-se dela como uma expressão do teu desejo. Como resultado de tudo que já foi. Vivê-la como ela vier. Não se importar com o que acontece com você, mas o que você faz com isso, o que você tira da experiência. Seja digno do que lhe acontece, pois tudo é necessário e não passe para ninguém a responsabilidade por stua tristeza ou seu desencanto.
Descobri que não existe bom e mau. O que existem são bons e maus encontros. Num bom encontro, a sua capacidade de afetar e ser afetado é ampliada. E daí surge um sentimento de alegria. Uma explosão de possibilidade. Aproveita ao máximo cada encontro e receba as mudanças que lhe vierem.
Descobri que não existe bom e mau. O que existem são bons e maus encontros. Num bom encontro, a sua capacidade de afetar e ser afetado é ampliada. E daí surge um sentimento de alegria. Uma explosão de possibilidade. Aproveita ao máximo cada encontro e receba as mudanças que lhe vierem.
Vamos viver a intensidade do aqui e do agora! Viver a beleza dos encontros. “Arrancar a eternidade de cada dia”, como diria Guimarães Rosa. Afim de ser o que se é. Mesmo sem saber.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Hoje eu vou ensinar uma coisa. Se deixarem, vou ensinar mais uma. Depois outra, depois outra. É que ontem eu tive uma experiência que foi um divisor de águas na minha vida. A diretora do jornal que eu trabalho estava fora, então ela pediu que eu, sozinha, assessorasse (?) o diretor de marketing de um jornal internacional que a gente representa, nas reuniões do dia. Detalhe: ele é paquistanês.
Ontem eu aprendi a não superestimar e complicar a vida. Não leve as coisas tão a sério. Não fique preocupado em proferir termos que você nem sabe o significado, mas treine muito bem sua oratória. Fale bem, sem receio, gesticule, seja enérgico e seguro do que você está falando, mesmo que você nem tenha tanta certeza assim. Funciona, eu juro. Todo mundo acredita. Se tiver uma reunião de negócios, não tenha medo. Todo mundo ali é gente como você, é orgânico, carne e osso. Não podem te fazer nada mais do que você faria para eles. Também ninguém tem poderes paranormais, não lê a mente de ninguém. Por isso, pode pensar em querer dar uma dormidinha depois do almoço. Não queria se passar por business man porque você não é. Você é um estagiário, e todo mundo ali sabe disso, não adianta disfarçar. Vai ficar feio. Mas também não fique com cara de adolescente porque você também não é. Se imponha e fale sempre a verdade, seja sincero.
No almoço, não fique o tempo todo conversando sobre a queda das ações da Comissão de Valores Mobiliários do Norte do Mediterrâneo e tal. Fale sobre a comida, sobre filmes brasileiros, sobre coisas que você gosta de fazer. Ou não fale nada disso também, discurse sobre os prós e contras da água com gás. Simplifique as coisas, sorria e seja gentil. Mesmo que você seja mulher ou estagiário, é sua obrigação ser cortês e conversar bem, afinal você já tem pelo menos 20 anos. Almoce bem, mas coma devagar! Aceite o café, se quiser. Não aceite, se não quiser. Aliás, não faça nada que você não queira fazer só porque não tem coragem de dizer não. E também não passe vontade. Se estiver com sede, peça água.
Em suma, não torne as coisas mais difíceis do que elas são. Essa coisa de ficar querendo parecer uma coisa que você não é não dá certo. Haja com naturalidade. Saiba bem do que se trata o assunto que vai ser tratado, guarde os nomes das pessoas a quem você foi apresentado e de onde elas vêm. Não fique sofrendo por antecedência. Na hora você vê o que faz. Seeeempre dá certo, eu garanto, de uma forma ou de outra. Não se subestime, não se ache pior nem melhor do que ninguém. Nunca se sinta um encosto, uma sombra de alguém. Você tem nome, tem cargo, tem responsabilidade, tem obrigações assim como todo mundo ali. Também nunca se culpe se, ainda assim, sentir-se nervoso, preocupado, ansioso, com medo e com complexo de inferioridade. É natural, apesar de todo nosso esforço para isso não acontecer. E o principal: aproveite cada momento do seu dia, cada pessoa, cada dica, cada caso contado, cada experiência. Ainda que no futuro você venha a ter muitos encontros e obrigações desse tipo, cada um é diferente do outro e vai te ensinar muito. Tchau.
VP
Ontem eu aprendi a não superestimar e complicar a vida. Não leve as coisas tão a sério. Não fique preocupado em proferir termos que você nem sabe o significado, mas treine muito bem sua oratória. Fale bem, sem receio, gesticule, seja enérgico e seguro do que você está falando, mesmo que você nem tenha tanta certeza assim. Funciona, eu juro. Todo mundo acredita. Se tiver uma reunião de negócios, não tenha medo. Todo mundo ali é gente como você, é orgânico, carne e osso. Não podem te fazer nada mais do que você faria para eles. Também ninguém tem poderes paranormais, não lê a mente de ninguém. Por isso, pode pensar em querer dar uma dormidinha depois do almoço. Não queria se passar por business man porque você não é. Você é um estagiário, e todo mundo ali sabe disso, não adianta disfarçar. Vai ficar feio. Mas também não fique com cara de adolescente porque você também não é. Se imponha e fale sempre a verdade, seja sincero.
No almoço, não fique o tempo todo conversando sobre a queda das ações da Comissão de Valores Mobiliários do Norte do Mediterrâneo e tal. Fale sobre a comida, sobre filmes brasileiros, sobre coisas que você gosta de fazer. Ou não fale nada disso também, discurse sobre os prós e contras da água com gás. Simplifique as coisas, sorria e seja gentil. Mesmo que você seja mulher ou estagiário, é sua obrigação ser cortês e conversar bem, afinal você já tem pelo menos 20 anos. Almoce bem, mas coma devagar! Aceite o café, se quiser. Não aceite, se não quiser. Aliás, não faça nada que você não queira fazer só porque não tem coragem de dizer não. E também não passe vontade. Se estiver com sede, peça água.
Em suma, não torne as coisas mais difíceis do que elas são. Essa coisa de ficar querendo parecer uma coisa que você não é não dá certo. Haja com naturalidade. Saiba bem do que se trata o assunto que vai ser tratado, guarde os nomes das pessoas a quem você foi apresentado e de onde elas vêm. Não fique sofrendo por antecedência. Na hora você vê o que faz. Seeeempre dá certo, eu garanto, de uma forma ou de outra. Não se subestime, não se ache pior nem melhor do que ninguém. Nunca se sinta um encosto, uma sombra de alguém. Você tem nome, tem cargo, tem responsabilidade, tem obrigações assim como todo mundo ali. Também nunca se culpe se, ainda assim, sentir-se nervoso, preocupado, ansioso, com medo e com complexo de inferioridade. É natural, apesar de todo nosso esforço para isso não acontecer. E o principal: aproveite cada momento do seu dia, cada pessoa, cada dica, cada caso contado, cada experiência. Ainda que no futuro você venha a ter muitos encontros e obrigações desse tipo, cada um é diferente do outro e vai te ensinar muito. Tchau.
VP
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
"Tudo muda.. até bermuda?" ou "Dessa vida só se leva a vida que se levou" ou o mais novo "Geração alienada"
Lia D'Amico - começo de 2001 (14 anos) escreveu:
"Eu penso assim: tudo que está acontecendo só vai acontecer uma vez. O tempo não volta, e cada segundo que passa é um tempo de vida que você perdeu (ou ganhou).
Pra quê deixar esses segundos passarem como momentos ruins? Pra quê se estressar com as coisas? Lógico que temos que perder muito tempo de vida com essas experiências ruins, para poder ganhar outros depois, não cometendo os mesmos erros. Mas há muita gente que não vê que está deixando a vida passar, em vez de aproveita-la.
Tudo que acontece tem um lado bom. Você pode até pensar que não tem, mas é impossível dizer que você não amadurece com as experiências ruins.
Aproveite a vida ao máximo, até a última gota. Dessa vida só se leva a vida que se levou. Faça dos momentos ruins um aprendizado, e dos bons, os melhores da sua vida. Viva cada dia como se fosse o primeiro e o último da sua vida. No fim tudo dá certo. Se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim."
Nota póstuma: E o meu irmão, de 16, me disse hoje que a solução para colocar as crianças na escola é o governo dar uma quantia anual para cada pessoa que nasce (igual a política pró-natalidade da Alemanha), e para acabar com o trânsito o certo seria parar de vender carros.
E fim (ifunomaramim).
"Eu penso assim: tudo que está acontecendo só vai acontecer uma vez. O tempo não volta, e cada segundo que passa é um tempo de vida que você perdeu (ou ganhou).
Pra quê deixar esses segundos passarem como momentos ruins? Pra quê se estressar com as coisas? Lógico que temos que perder muito tempo de vida com essas experiências ruins, para poder ganhar outros depois, não cometendo os mesmos erros. Mas há muita gente que não vê que está deixando a vida passar, em vez de aproveita-la.
Tudo que acontece tem um lado bom. Você pode até pensar que não tem, mas é impossível dizer que você não amadurece com as experiências ruins.
Aproveite a vida ao máximo, até a última gota. Dessa vida só se leva a vida que se levou. Faça dos momentos ruins um aprendizado, e dos bons, os melhores da sua vida. Viva cada dia como se fosse o primeiro e o último da sua vida. No fim tudo dá certo. Se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim."
Nota póstuma: E o meu irmão, de 16, me disse hoje que a solução para colocar as crianças na escola é o governo dar uma quantia anual para cada pessoa que nasce (igual a política pró-natalidade da Alemanha), e para acabar com o trânsito o certo seria parar de vender carros.
E fim (ifunomaramim).
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
gimme more.
Há algumas semanas atrás, eu estava no carro, escutando rádio no trânsito, quando começou a tocar mais uma daquelas musiquetas irritantes da Avril Lavigne, uma das que trouxeram pra moça mais um processo de plágio. Não esperei muito pra mudar de estação e assim que troquei, surpresa: a mesma faixa estava tocando na outra emissora. E pior: as músicas das estações estavam sincronizadas de forma que, quando chegava o refrão, eu podia alternar entre as duas rádios sem a música ser interrompida.
Cara de pau radiofônica? Muita.
De fato, não sou obrigada a escutar a rádio, posso muito bem escutar um CD gravado por mim mesma, com as faixas escolhidas a dedo e tal. Mas o problema é que, como disse Lobão certa vez em uma entrevista, “Por mais modernos que estejamos, com internet, o que faz existir o imaginário no inconsciente da população é o rádio”.
E isso me incomoda. Tenho tido a impressão que as rádios tem um setlist formado por umas 15 músicas, que são tocadas randomicamente durante o dia todo. E esse não é um problema exclusivo das rádios. Com exceção da Internet, que ainda é para poucos no Brasil, temos esse movimento acontecendo em todos os meios: TV, revistas, cinema, jornais e sei-lá-mais-o-quê.
que saco.
“Vocês, com guerra, ditadura, torturas, pessoas sumindo, acham que tão dando de mil em termos de agruras e obstáculos. A minha geração não tem um coronel torturando. Mas tem a Xuxa. O inimigo é cor-de-rosa.”
Lobão
Cara de pau radiofônica? Muita.
De fato, não sou obrigada a escutar a rádio, posso muito bem escutar um CD gravado por mim mesma, com as faixas escolhidas a dedo e tal. Mas o problema é que, como disse Lobão certa vez em uma entrevista, “Por mais modernos que estejamos, com internet, o que faz existir o imaginário no inconsciente da população é o rádio”.
E isso me incomoda. Tenho tido a impressão que as rádios tem um setlist formado por umas 15 músicas, que são tocadas randomicamente durante o dia todo. E esse não é um problema exclusivo das rádios. Com exceção da Internet, que ainda é para poucos no Brasil, temos esse movimento acontecendo em todos os meios: TV, revistas, cinema, jornais e sei-lá-mais-o-quê.
que saco.
“Vocês, com guerra, ditadura, torturas, pessoas sumindo, acham que tão dando de mil em termos de agruras e obstáculos. A minha geração não tem um coronel torturando. Mas tem a Xuxa. O inimigo é cor-de-rosa.”
Lobão
Assinar:
Postagens (Atom)

